Palavras do Mestre dos Mestres

Palavras de despedida do Professor Antonio Lopes de Sá no X Prolatino, realizado em novembro de 2009.

“Eu não sei quanto tempo de vida me resta. Quem me criou também determinará, naturalmente, a hora em que serei convocado para outras missões. Posso ver, nesse poente da vida, muitas coisas. Eu dediquei feriados, dias santos, horas que roubei da família para dedicar a vocês. A minha última palavra é: “Enquanto um sopro de vida me restar, ele será de vocês”. Não sou candidato a nada. Não é discurso político, mas quero estar no coração de vocês”.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Auditoria em conflito

Notícias

 

Valor Econômico

 Por Fernando Torres | De São Paulo  

 

As áreas de consultoria têm um peso cada vez maior na receita das firmas que nasceram focadas em auditoria, como PricewaterhouseCoopers, Deloitte, Ernst & Young e KPMG. 

 

Se há poucos anos a checagem dos balanços ainda representava metade do faturamento das quatro grandes do setor, os dados recentes indicam que esse percentual já recuou para 45,7% no último ano fiscal, ante 47,1% no exercício anterior, e pode cair ainda mais no futuro próximo. 

No ano fiscal de 2011, cujo encerramento varia para cada uma delas, a receita de consultoria cresceu de 15% a 20%, enquanto a de auditoria avançou apenas 5%. 

 

A preocupação com o impacto que isso pode ter em termos de conflito de interesse levou reguladores da União Europeia a estudar a separação completa da área de consultoria. 

 

Se medida semelhante fosse adotada no Brasil, o impacto seria igualmente relevante. O Valor questionou as firmas locais sobre o tema, mas somente a Deloitte informou com precisão que a área de consultoria representa hoje 60% da receita obtida no Brasil. A KPMG enviou os dados mundiais, em que a auditoria tem peso de 48%, e informou que a divisão é parecida aqui no país. PwC e EY não abriram essa informação.

Mas é possível dizer com segurança, a partir de informações obtidas com profissionais do setor, que as divisões de consultoria já representam de 50% a 60% da receita das empresas no Brasil. 

 

As empresas foram questionadas também sobre o peso da receita de "outros serviços" contratados por clientes de auditoria, mas nenhuma das quatro quis abrir essa informação. 

 

Levantamento feito pelo Valor com as 200 maiores companhias abertas do país por valor de mercado mostra que 93 contrataram seus próprios auditores para prestar outros serviços em 2010. Sete delas gastaram mais com esses os contratos extras do que com o trabalho de auditoria propriamente dito e em 23 casos (incluindo as sete) a relação entre o pagamento pelos serviços adicionais e a despesa com auditoria foi igual ou maior do que 50%. 

 

Na primeira vez que esse estudo foi feito, com base nas informações referentes a 2009, os números foram parecidos. Um total de 102 empresas contratou serviços adicionais do auditor, 18 pagaram por esse trabalho mais de 50% do custo da auditoria e em 10 casos o valor de outros serviços superou o pagamento pela checagem do balanço. 

 

Na média, os "outros serviços" representaram cerca de 15% do gasto com auditoria nos dois anos pesquisados. 

 

Segundo as firmas do setor, é importante fazer uma distinção entre os trabalhos realizados. "Em raríssimas situações prestamos consultoria para clientes de auditoria", afirma Maurício Pires, sócio da Deloitte, acrescentando que há uma série de regras profissionais que limitam a execução de trabalhos nesses casos. 

 

Por outro lado, destaca ele, existem diversos serviços que não são aquele padrão, de atestar os números do balanço anual, mas que "estão totalmente no guarda-chuva de auditoria". 

 

Entre esses ele cita aqueles prestados em processos que envolvem a emissão de cartas de conforto sobre informações de prospectos das ofertas públicas de ações ou títulos de dívida. 

 

Outros que também são considerados por Pires como relacionados a auditoria são os trabalhos de diligência contábil de empresas alvo em operações de aquisição, revisão de declarações sobre recolhimento de tributos e avaliação dos sistemas de controle interno das companhias. 

O que é proibido, repetem os especialistas, é auditar o próprio trabalho ou representar o cliente. 

 

De acordo com Idésio Coelho, sócio de auditoria da Ernst & Young Terco, o que mais se faz como serviço extra é checar se os controles estão funcionando. "E isso só fortalece o trabalho de auditoria do balanço", afirma. 

 

Segundo presidente da EYT, Jorge Menegassi, a análise importante para se verificar a independência do auditor é se um único cliente tem peso muito relevante no faturamento total da firma. No caso da Ernst & Young, diz ele, nenhuma empresa representa mais de 2% da receita. 

Para Henrique Luz, sócio da PwC, é compreensível que os reguladores queiram estabelecer limites para os trabalhos. "Mas não se pode partir do pressuposto de que o auditor é desonesto." 

 

Das sete empresas que pagaram mais por outros serviços do que pela auditoria, quatro responderam ao Valor. Com contratos extras equivalentes a quase três vezes o de auditoria, a petroleira HRT enviou nota dizendo que a maior parte do gasto extra está relacionado ao processo de abertura de capital. Foram R$ 162 mil pela auditoria simples e mais R$ 330 mil para a oferta pública inicial de ações, além de outros dois serviços. 

 

A Lopes Brasil, em que a relação foi de 2,3 vezes, afirmou, por meio da assessoria, que o gasto extra está concentrado principalmente em processos de diligência contábil nas diversas aquisições feitas pela empresa em 2010, além de emissão de carta conforto para oferta de ações. 

Laurence Beltrão Gomes, diretor de finanças e relações com investidores da WEG, disse que os serviços contratados - revisão de acessos para o sistema de gestão, diligência para aquisição, tradução de documentos e pesquisa sobre tributação no setor de energia eólica - são bastante específicos e por isso a empresa considera que eles não geram conflitos. O gasto extra foi equivalente ao de auditoria. 

 

A BR Properties, em que a relação de gastos foi de um para um, informou que o serviço extra mais relevante está ligado à abertura de capital da empresa e ao lançamento de bônus perpétuo. "Uma segunda auditoria não ia aceitar validar os números do primeiro", diz Pedro Daltro, diretor financeiro e de RI da companhia. 

 

Amil, Cremer e Lojas Renner, que completam o grupo de sete empresas, não responderam. 

 

Fonte: Valor Econômico

CFC

Frases marcantes de Steve Jobs

Steven Paul Jobs (1955 - 2011)

 

Frases marcantes de Steve Jobs

http://pensador.uol.com.br/autor/steve_jobs/

 

Steven Jobs foi um empresário e inventor americano, fundador e ex-presidente da empresa Apple, de eletrônicos e do estúdio de animação Pixar. [Biografia de Steve Jobs]

 

“Se hoje fosse o último dia de minha vida, queria fazer o que vou fazer hoje? E se a resposta fosse Não muitos dias seguidos, sabia que precisava mudar algo.” Steve Jobs

 

“Melhor ser pirata, do que marinheiro...” Steve Jobs

 

“Você não consegue ligar os pontos olhando pra frente; você só consegue ligá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos se ligarão algum dia no futuro. Você tem que confiar em algo – seu instinto, destino, vida, carma, o que for. Esta abordagem nunca me desapontou, e fez toda diferença na minha vida.” Steve Jobs

 

Você tem que encontrar o que você gosta. E isso é verdade tanto para o seu trabalho quanto para seus companheiros. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazendo aquilo que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é fazendo o que você ama fazer. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se contente. Assim como com as coisas do coração, você saberá quando encontrar. E, como qualquer ótimo relacionamento, fica melhor e melhor com o passar dos anos. Então continue procurando e você vai encontrar. Não se contente.” Steve Jobs

 

“Seu tempo é limitado, então não percam tempo vivendo a vida de outro. Não sejam aprisionados pelo dogma – que é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.” Steve Jobs

 

“Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven’t found it yet, keep looking, and don’t settle. As with all matters of the heart, you’ll know when you find it.” Steve Jobs

 

"Foco é dizer não" Steve Jobs

 

“Ser o mais rico do cemitério não é o que mais importa para mim… Ir para a cama à noite e pensar que foi feito alguma coisa grande. Isso é o que mais importa para mim.” Steve Jobs

 

"Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida, ou como um resultado que aponta uma nova direção". Steve Jobs

 

“As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a ela”. Steve Jobs

 

“Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.” Steve Jobs

 

“Foi péssimo o gosto do remédio, mas o paciente precisava disso. Algumas vezes a vida pode te atingir na cabeça com um tijolo. Não perca a fé. Me convenci que a única coisa que me fez seguir em frente é que eu amava o que fazia. Você tem que achar o que ama. E isso é tão verdade para o trabalho, quanto é para as pessoas que ama. Seu trabalho vai preencher boa parte da sua vida. E é a única maneira de ser verdadeiramente satisfeito. É fazer o que acredita ser um ótimo trabalho, e a única maneira de fazer um ótimo trabalho, é amar o que você faz. Se você não achou isso ainda, continue procurando, e não desista. Como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. (...) Não desista." Steve Jobs

 

“Na maioria dos casos, forças e fraquezas são dois lados da mesma moeda. Uma força em uma situação é uma fraqueza em outra, mas frequentemente as pessoas não conseguem trocar as marchas. É uma coisa muito sutil falar sobre forças e fraquezas porque elas sempre são a mesma coisa.” Steve Jobs

 

“Parece que você está apenas à procura de alguém para ficar zangado em vez de si próprio.” Steve Jobs

 

“Tenha coragem de seguir o que seu coraçÂo e sua intuiçâo dizem. Eles já sabem o que você realmente deseja. Todo resto é secundário.” Steve jobs

 

“[Discurso na Universidade de Stanford]

Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

 

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro."

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

 

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale do Silício.

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

 

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último." Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo."

 

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.” Steve Jobs

 

“Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao Paraíso não querem morrer pra estar lá. Mas, apesar disso, a morte é um destino de todos nós. Ninguém nunca escapou. E deve ser assim, porque a morte é provavelmente a maior invenção da vida. É o agente de transformação da vida. Ela elimina os antigos e abre caminho para os novos.” Steve Jobs

 

“Não penso muito em legado para as próximas gerações. Penso apenas em acordar de manhã e trabalhar com pessoas brilhantes para criar coisas que, espero, sejam tão apreciadas por outras pessoas como são apreciadas por nós.” Steve Jobs

 

“Se você faz algo de bom e tudo dá certo, acho que é hora de pensar em outra coisa e tentar adivinhar o que vem pela frente.” Steve Jobs

 

“Não faz sentido olhar para trás e pensar: devia ter feito isso ou aquilo, devia ter estado lá. Isso não importa. Vamos inventar o amanhã, e parar de nos preocupar com o passado.” Steve Jobs

 

“Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você só pode conectar os pontos olhando para trás. Assim, você precisa acreditar que os pontos irão se conectar de alguma maneira no futuro. Você precisa acreditar em alguma coisa – na sua coragem, no seu destino, na sua vida, no karma, em qualquer coisa. Este pensamento nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida.” Steve Jobs

 

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare!” Steve Jobs

 

“Se você é um carpinteiro e está fazendo um belo armário de gavetas, você não vai usar um pedaço de compensado na parte de trás porque as pessoas não o enxergarão, pois ele estará virado para a parede. Você sabe que está lá e, então, usará um pedaço de madeira bonito ali. Para você dormir bem à noite, a qualidade deve ser levada até o fim.” Steve Jobs

 

“Nascemos, vivemos por um momento breve e morremos. Tem sido assim há muito tempo. A tecnologia não está mudando muito este cenário.” Steve Jobs

 

“Para se ter sucesso, é necessário amar de verdade o que se faz. Caso contrário, levando em conta apenas o lado racional, você simplesmente desiste. É o que acontece com a maioria das pessoas.” Steve Jobs

 

“Algumas pessoas acham que foco significa dizer sim para a coisa em que você irá se focar. Mas não é nada disso. Significa dizer não às centenas de outras boas idéias que existem. Você precisa selecionar cuidadosamente.” Steve Jobs

 

“As pessoas ligam a televisão quando querem desligar o cérebro.” Steve Jobs

 

“Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.” Steve Jobs

 

“As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas.” Steve Jobs

 

“Concentre-se naquilo que você é bom, delegue todo o resto.” Steve Jobs

Fonte: http://pensador.uol.com.br/autor/steve_jobs/

 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Recrutar para área financeira é mais difícil no Brasil

Notícias

 

Canal Executivo

04-10-2011 

Contratar profissionais de finanças e contabilidade no Brasil é mais desafiador do que em qualquer outro país. De acordo com pesquisa realizada pela Robert Half, com mais de seis mil profissionais da área financeira em 18 nações, metade das empresas brasileiras considera a busca por talentos dessa área muito difícil. No restante do mundo, essa é uma preocupação de apenas 19% dos gestores ouvidos pela líder mundial de recrutamento. 

 

A forte procura por mão de obra especializada em finanças e contabilidade é reflexo direto do aquecimento da economia brasileira. "Os melhores profissionais foram recentemente contratados ou promovidos. Atrair essa mão de obra tem custado caro para as empresas", revela Mário Custódio, especialista em recrutamento da divisão de Finanças e Contabilidade da Robert Half. 

 

Os maiores desafios estão no recrutamento para as áreas de finanças e auditoria. A pesquisa mostra que 34% das organizações têm dificuldade para contratar profissionais de finanças e um quarto delas não consegue preencher as posições de auditores. 

 

"O mercado brasileiro vive um momento de fusões e aquisições de novos negócios, investimentos de multinacionais e preparação para venda de operações, o que exige auditorias detalhadas", diz Custódio. 

 

O desafio de encontrar pessoal qualificado disponível para atuar nessas áreas tem inflacionado os salários. "Muitas vezes, esses especialistas só aceitam mudar de emprego com oferta de aumento salarial de 60% a 70%. E as empresas não estão mais dispostas a supervalorizar os talentos como fizeram antes da crise", garante. 

 

Por isso, a "guerra" por executivos nessa área faz com que parte das empresas considere estratégica a política de retenção de talentos. Mais de 25% dos gestores de finanças brasileiros estão muito preocupados em manter seus principais quadros. Entre os 18 países pesquisados, o Brasil aparece na terceira colocação nesse quesito, atrás apenas de Cingapura (38%) e Hong Kong (29%). 

 

Segundo o especialista, as empresas têm apostado na formação de mão de obra como forma de valorização dos funcionários. "Há uma demanda acentuada por jovens que estão entrando no mercado e que podem ser treinados apesar do pouco conhecimento técnico. Essa tem sido uma escolha mais frequente, ao invés de trazer do mercado pessoas com salários inflacionados", explica. 

 

Mesmo com toda a dificuldade de encontrar no mercado profissionais de finanças e contabilidade, as organizações brasileiras estão otimistas quanto às perspectivas para o próximo ano. 

 

Metade dos executivos do Brasil está muito confiante no crescimento de suas empresas em 2012, atrás apenas dos Emirados Árabes, onde o otimismo atinge 51% dos entrevistados. Já na Europa, impactada pela crise, os britânicos são os mais pessimistas, e apenas 7% deles apostam em bons resultados no próximo ano, assim como 12% dos franceses.

 

Fonte: Canal Executivo

CFC

terça-feira, 4 de outubro de 2011

PwC quer crescer mais 20% e deve se beneficiar de rodízio

Notícias

 

Valor Econômico

Por Fernando Torres | De São Paulo 

 

Ainda não foi dessa vez, mas a PricewaterhouseCoopers (PwC) garante que no próximo ano fiscal atingirá a marca de R$ 1 bilhão de faturamento no Brasil. 

 

Ao contrário das rivais, a firma de auditoria e consultoria não abre os dados sobre receita no Brasil, mas informa que o crescimento sobre o ano fiscal anterior foi de pouco mais de 20%. "Estamos perto de R$ 1 bilhão e estimamos que passamos essa marca no próximo ano sem dúvida nenhuma", afirma Henrique Luz, sócio da PwC no Brasil. 

 

O ritmo de crescimento no país superou com folga a taxa de 10% registrada na receita global da firma, que se recuperou de uma queda de 1,4% em 2010. A rede internacional da PwC faturou US$ 29,2 bilhões no ano fiscal encerrado em junho. 

 

O resultado a colocou novamente à frente da rival Deloitte, que anunciou na semana passada receita de US$ 28,8 bilhões no ano fiscal terminado em maio. No ano passado, a atual segunda colocada anunciou ter alcançado a liderança global por uma diferença de apenas US$ 9 milhões na receita anual. 

 

A disputa palmo a palmo por participação de mercado não é uma novidade, mas pequenos percentuais passam a fazer diferença cada vez maior num mercado em que apenas as quatro grandes do setor - PwC, Deloitte, Ernst & Young e KPMG - devem acumular pela primeira vez receita total superior a US$ 100 bilhões no ano fiscal de 2011. 

 

Ao projetar resultados da PwC no Brasil, Luz disse que espera no mínimo repetir no próximo ano fiscal o ritmo de crescimento de 20% observado no período de 12 meses até junho. 

 

Segundo o sócio da PwC, ao contrário do que ocorre em termos globais, no Brasil o aumento dos negócios na área de auditoria consegue acompanhar a taxa de expansão das áreas de consultoria e tributária. "O crescimento das áreas é bastante similar", diz. 

 

Ainda no caso brasileiro, Luz acredita que o rodízio obrigatório determinado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pode contribuir para o crescimento da PwC na área de auditoria em 2012. "Tivemos uma grande perda em 2004 (ano da primeira troca). Éramos a maior do setor, com 29% do mercado, e fomos os maiores doadores (de clientes)." 

 

Conforme levantamento feito pelo Valor com as 200 maiores empresas por valor de mercado no fim de maio, a PwC tem 21% de participação em termos de clientes nesse grupo, embora domine 44% dos honorários. 

 

A fatia de 21% a coloca em quarto lugar nesse levantamento, enquanto a KPMG (incluindo ex-clientes da BDO) tem 27%, a Ernst & Young Terco detém 26,5% e a Deloitte fica com 25%. 

 

Os dados disponíveis no site da CVM, embora sejam mais abrangentes, envolvendo 505 companhias abertas, não são atualizados desde junho de 2010. Nesse levantamento, a PwC também aparece na quarta posição, com fatia de 11,3% do total. 

 

A KPMG é a líder, com 28,5% do mercado, e é seguida por EYT, com 18,6%, e Deloitte, com 17,6%. 

 

Apesar de o rodízio no ano que vem ser positivo comercialmente, o sócio da PwC mantém sua posição contrária à obrigatoriedade da rotação. "A satisfação com o crescimento ocorre no mercado livre, sem imposição de rodízio nenhum", afirma Luz. 

 

Em relação ao movimento das rivais Ernst & Young e KPMG, que usaram aquisições para aumentar a base de clientes de pequenas e médias empresas, o sócio da PwC diz que sua firma não precisa seguir o mesmo caminho para crescer neste segmento. 

 

"" PwC sempre foi grande no 'middle market'. De 38% a 40% da nossa base de clientes é de pequenas e médias", afirma Luz.

 

Na semana passada, a Deloitte informou que teve receita de R$ 850 milhões no Brasil no período de 12 meses encerrado em maio, com crescimento de 15% sobre o ano anterior. 

 

A Ernst & Young deve divulgar seus dados globais, referentes ao período de 12 meses encerrado em junho, nos próximos dias. A KPMG encerra o ano fiscal em setembro e só divulga seus números em dezembro.  

 

Europa poderá ficar menos competitiva, diz firma 

Por Simon Mundy | Financial Times, de Londres 

A Europa poderá ficar menos competitiva se uma proposta de reorganização da profissão contábil for imposta por Bruxelas. 

 

O alerta foi feito ontem pelo presidente-executivo da PwC, a maior firma de auditoria e consultoria em receita do mundo. 

 

Há uma "diferença de expectativa em relação ao papel do auditor entre as firmas e suas autoridades reguladoras sobre quanta responsabilidade os auditores devem ter na detecção de fraudes", disse Dennis Nally. 

 

Ele também colocou em dúvida a capacidade das reformas propostas pela Comissão Europeia de melhorar a qualidade das auditorias. "Quando grandes propostas como essas vêm de uma parte do mundo, mas não vêm de outras, você precisa perguntar qual o impacto que isso terá sobre a competitividade da Europa", disse Nally. 

 

Suas declarações vêm na sequência do vazamento de uma proposta de regulamentação produzida por Michael Barnier, o comissário de mercado interno da Comissão Europeia, que prevê forçar as chamadas "Big Four" a se desfazer de seus negócios de consultoria, que estão crescendo em ritmo acelerado, e a compartilhar trabalho com firmas menores. As reformas também propõem que as empresas mudem de auditor pelo menos a cada nove anos. 

 

Dennis Nally citou a experiência de países como Coreia do Sul e Cingapura, que desistiram de obrigar as empresas a mudar de auditores. No Brasil, a regra deixou de existir para os bancos. "Isso na verdade criou mais problemas do que resolveu... Não sei por que teríamos um resultado diferente na Europa." 

 

Há uma "falta de clareza" nas perspectivas econômicas para as principais economias desenvolvidas, disse ele, acrescentando que a parcela da receita da PwC gerada nos mercados emergentes vai dobrar para até 43% nos próximos cinco anos. 

 

A PwC informou um crescimento de 10% na receita do exercício encerrado em junho, para US$ 29,2 bilhões, o que significa que superou a Deloitte, reconquistando a posição de maior das "Big Four". 

 

O crescimento mais acelerado foi verificado na divisão de consultoria da PwC, cuja receita cresceu 20%, para US$ 7,5 bilhões. A companhia disse que vai recrutar 20 mil profissionais neste ano financeiro. 

 

Enquanto isso, a Ernst & Young disse que a receita de suas operações no Reino Unido cresceu 8%, para 1,47 bilhão de libras, no exercício encerrado em junho, com o lucro médio por sócio crescendo 5%, para 663 mil libras. A E&Y também registrou seu maior crescimento nos negócios de consultoria, com a receita avançando 20%, para 370 milhões de libras. 

 

Steve Varley, sócio-gerente das práticas da E&Y no Reino Unido e na Irlanda, também atacou as reformas propostas pela Comissão Europeia. 

"Nosso foco está na qualidade da auditoria. Não acho que qualquer mudança estrutural na firma, forçando a separação de certos negócios, vá melhorar a qualidade da auditoria, de modo que não concordamos com ela", afirmou Varley. 

 

A alegação de que conflitos de interesses podem surgir em uma firma que realiza tanto o trabalho de auditoria como o de consultoria para uma determinada empresa é "completamente injustificada", acrescentou Varley.  

 

Fonte: Valor Econômico

CFC

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Novo profissional contábil deve ampliar transparência dos setores público e privado

Notícias

www.midianews.com.br

Plantão Fiscal Itinerante será mantido constante no local até às 18 horas desta sexta-feira (30.09), encerramento da programação da Convenção 

As perspectivas e o papel social do profissional contábil foram debatidos na quarta-feira à noite (28.09) durante a abertura da 8ª Convenção de Contabilidade de Mato Grosso e o 2º Fórum de Contabilidade Pública. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Fazenda, é um parceiro do evento, sendo que um Plantão Fiscal Itinerante será mantido constante no local até às 18 horas desta sexta-feira (30.09), encerramento da programação da Convenção. 

Para o secretário de Estado de Fazenda, Edmilson José dos Santos, o contador é um parceiro do Estado no relacionamento do Fisco junto ao contribuinte. "É este profissional que estuda e coloca em prática a legislação tributária. Durante a Convenção teremos um Fórum voltado especificamente ao setor público, consolidando ainda mais a transparência da gestão pública, melhoria no controle dos gastos e prestação de contas junto a sociedade. A Sefaz e o Conselho Regional de Contribuintes são parceiros e trabalham juntos na melhoria dos serviços e atendimento aos contribuintes", destacou Edmilson. Na solenidade de abertura, o secretário foi representado pelo superintendente de Atendimento ao Contribuinte, José Mazini. 

Para os estudantes e profissionais participantes da Convenção, o professor doutor em contabilidade, José Carlos Marion, foi quem ministrou a palestra "Perspectivas da profissão contábil". De maneira objetiva, o autor e co-autor de 29 livros técnicos referentes a profissão e uma das maiores autoridades do assunto no Brasil, explicou que na Europa e países desenvolvidos o contador é hoje um dos profissionais mais reconhecidos entre os empresários, tanto quanto sua responsabilidade perante o controle e crescimento da economia, quanto ao reconhecimento salarial do contador. 

Em uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2011, mais de 50% das grandes empresas do país declararam que pretendem contratar contadores ainda neste ano. "Temos um movimento de convergência internacional das normas contábeis, um crescimento expressivo de mercado profissional, e quem vai ganhar com isso é a sociedade como um todo. Mais contadores no mercado junto a essa nova realidade do registro representa mais transparência das contas", comentou Marion. 

Nesta sexta-feira, técnicos da Sefaz irão ministrar uma palestra a partir das 16h20 sobre o processo de implementação das ferramentas tecnológicas no ambiente fazendário e os resultados dessa mudança no processo de melhoria da eficiência tributária de Mato Grosso. As explicações serão dadas pelos superintendentes de Informações do ICMS, Vinícius José Simioni, e de Análise da Receita Pública, José Carlos Bezerra Lima. O Plantão Fiscal será realizado pelos servidores da Superintendência de Atendimento ao Contribuinte (Suac). 

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas por meio do portal da Sefaz (www.sefaz.mt.gov.br), no banner 8ª Convenção de Contabilidade de Mato Grosso, ou no site do Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (www.crcmt.org.br).

Fonte: CFC