Palavras do Mestre dos Mestres

Palavras de despedida do Professor Antonio Lopes de Sá no X Prolatino, realizado em novembro de 2009.

“Eu não sei quanto tempo de vida me resta. Quem me criou também determinará, naturalmente, a hora em que serei convocado para outras missões. Posso ver, nesse poente da vida, muitas coisas. Eu dediquei feriados, dias santos, horas que roubei da família para dedicar a vocês. A minha última palavra é: “Enquanto um sopro de vida me restar, ele será de vocês”. Não sou candidato a nada. Não é discurso político, mas quero estar no coração de vocês”.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Empresas brasileiras somam R$ 1,4 trilhão em intangíveis

 

 

 

 

Notícias

 

Silvia Fregoni

 

Os intangíveis já começaram a tomar forma nos balanços das empresas, mas ainda são uma pequena amostra do que vai aparecer depois de 2010, quando está previsto que o Brasil se torne oficialmente harmonizado com as normas internacionais de contabilidade.

 

Um estudo realizado pela Intangible Asset Management Consultoria (IAM), em parceria com a Brand Finance, estima que as empresas brasileiras com ações em bolsa tenham quase R$ 1,4 trilhão em ativos intangíveis - o que incluem marcas, patentes, licenças, capacidade de desenvolvimento tecnológico, entre outros itens.

 

As dez primeiras colocadas dessa lista já lançaram nos balanços, na linha "intangíveis", um montante de R$ 64 bilhões. O valor refere-se aos resultados do primeiro semestre.

 

Desde 2008, o ativo intangível faz parte das regras de contabilidade brasileiras. No entanto, as empresas serão obrigadas a reconhecer a maior parte deles somente a partir do balanço de 2010, explica Fábio Cajazeira , sócio da empresa de auditoria e consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC).

 

"Haverá grande impacto nos balanços, principalmente das empresas que passarem por grandes fusões, aquisições e incorporações", afirma Cajazeira. E grande parte desse impacto virá da possibilidade de se contabilizar as marcas de empresas compradas. As marcas próprias continuam de fora do balanço pelas novas leis.

 

Os dez maiores intangíveis do país somam R$ 312,2 bilhões, segundo a IAM, empresa focada na avaliação e gestão estratégica desses ativos. Nesse volume, estão os informados (R$ 64,0 bilhões) e os estimados pela consultoria (R$ 248,2 bilhões).

 

O Bradesco é o líder em intangíveis totais, com R$ 51,3 bilhoes, segundo a pesquisa. Em seguida, aparecem Petrobras (R$ 50,5 bilhões), Itaú Unibanco (R$ 48,2 bilhões), AmBev (R$ 43,4 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 39,7 bilhões).

 

Segundo o presidente da IAM e Brand Finance para a América do Sul, Gilson Nunes, o estudo foi feito com base no fluxo de caixa projetado para as empresas nos próximos cinco anos. Primeiro, chegou-se ao valor total de cada companhia. Do montante encontrado, foram subtraídos os tangíveis líquidos de dívidas e ônus. O que sobrou são os ativos intangíveis.

 

Nunes lembra que os intangíveis totais são compostos de três partes: os informados pelas empresas nos balanços (excluindo o "goodwill" ou ágio referente a aquisições); o ágio também informado (que em todos os casos foi igual a zero); e o valor dos intangíveis ainda não contabilizado.

Além das cifras expressivas, a pesquisa revela outros dados interessantes. Os bancos têm forte presença na lista dos maiores intangíveis do país. Dos cinco maiores, três são de instituições financeiras. "Isso se deve à natureza predominantemente de serviços, aos investimentos em tecnologia e marca e ao grande porte", destaca Nunes.

Mas não é exatamente assim no resto do mundo. Conforme pesquisa da própria Brand Finance, empresa de avaliação e gestão de marca com sede em Londres, os bancos têm, sim, participação importante, mas são as companhias da área de tecnologia da informação que aparecem no topo.

A AT&T, de telecomunicações, é a empresa de maior valor intangível no mundo, seguida pela Procter & Gamble (cuidados pessoais e cosméticos), Vodafone (telecomunicações), General Electric (diversos) e Time Warner (mídia).

 

O primeiro banco a compor a lista mundial - o Bank of America - aparece apenas em sexto lugar, seguido de Comcast (mídia), Deutsche Telekom (telecomunicação) e Microsoft (tecnologia).

 

Outro dado interessante é que, na comparação internacional, o Brasil ainda é um país com pequena presença de intangíveis. O valor representa apenas 0,6% da soma de todos os ativos intangíveis das empresas listadas em bolsa no mundo, uma contribuição pequena considerando o porte do país.

 

"A explicação é que o Brasil ainda é muito focado em 'commodities' e agronegócio, com mineradoras e siderúrgicas, empresas de capital intensivo, entre as principais do país", afirma Nunes.

 

O estudo mostra ainda a variação dos intangíveis em decorrência da crise mundial. Esses ativos, que representavam 59,1% do valor de mercado de todas as empresas listadas na bolsa em dezembro de 2007, caíram para 17,8% em 2008, por causa da crise. No primeiro semestre deste ano, já houve recuperação e a relação alcançou 45,6%.

 

Fonte: Valor Econômico

 

 

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Estantes carregadas de impostos

Notícias

Vem aí o Imposto do Livro. Semelhante à Contribuição para a Saúde, o imposto taxa a indústria editorial em 1% do Preço final do livro, dividido da seguinte forma – 0,33% para os editores, 0,33% para os livreiros e 0,33% para os distribuidores de livros.

O governo estima que a receita vinda dessa taxa será de cerca de R$ 40 milhões por ano e vai para o Fundo Setorial do Livro, da Leitura e da Literatura. A ideia é usar o dinheiro arrecadado para ações de incentivo na formação de novos leitores e autores.

O acordo que formatou o Projeto de Lei foi fechado na semana passada na Câmara dos Deputados, sob a coordenação do deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), presidente da Frente Parlamentar da Leitura. O projeto está no Ministério da Fazenda, que tem restrições ao plano.

O ministro interino da Cultura, Alfredo Manevy, esteve em São Paulo para um debate e comentou o acordo. Segundo Manevy, a divisão do imposto em três partes deveu-se a uma preocupação do setor, que temia “efeito-cascata” na cobrança – ou seja, que livreiros, editores e distribuidores fossem cobrados, cada um, em 1%.

O mercado editorial temia reflexos no desempenho das empresas e até desemprego. O número de exemplares de livros vendidos tem caído, passando de 225 milhões em 1999 para 200 milhões em 2007.

Com a divisão em três, os recursos para o Fundo serão inferiores ao que se previa no começo do estudo. “O Fundo vai ter menos dinheiro com isso, mas preferimos um acordo.”

O imposto é resultado de um compromisso assumido pelo setor em 2004, quando a área foi isentada do pagamento dos impostos PIS e Cofins. Na época, a contrapartida assumida foi de as empresas contribuírem para o chamado Fundo Pró-Leitura.

Segundo o governo, a suspensão do pagamento de PIS e Cofins pelo setor editorial desonerou em 10% a área e representou uma renúncia fiscal da ordem de R$ 300 milhões. Mas o Preço do livro não caiu.

A taxação que virá agora, e que parte dos ministérios da Cultura e da Fazenda, parece reflexo de um diagnóstico do próprio presidente Lula. Durante o lançamento do Vale Cultura em São Paulo, em julho, ele disse: “Outro dia, assinei uma lei que isentava as editoras. Um ano e meio depois, o ministro Gil veio até minha sala com a cabeça baixa: ‘Presidente, não baixou o Preço do livro”.

A indústria editorial também conseguiu que fosse incluído, no texto da lei, a isenção fiscal definitiva de PIS/Cofin. A desoneração definida em 2004 não era permanente, e os impostos poderiam ser restabelecidos.

Manevy disse preferir que a taxa não seja chamada de imposto. “Imposto não, contribuição. A palavra imposto assusta no Brasil, e, na verdade, o setor está deixando de pagar imposto. Trata-se de uma contrapartida.”

Fonte: A Notícias - Joinville

 

Uso da NF-e junto à Nota Fiscal Paulista tem benefícios

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Os estabelecimentos comerciais que emitem a Nota Fiscal Eletrônica e registram os documentos no sistema da Nota Fiscal Paulista são beneficiados. A informação é da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo que indica mais praticidade e proteção judicial para as empresas que aderirem a este procedimento.

Conforme anunciado pelo órgão, uma das vantagens é a desobrigação para apresentar os documentos fiscais registrados pelo Fisco. Além disso, estes estabelecimentos que emitem a NF-e ficam dispensados da Autorização para Impressão de Documentos Fiscais (AIDF).

O registro adequado dos documentos permite a redução do comércio informal e de produtos ilegais, o que, por sua vez, atribuiria mais justiça fiscal com a diminuição da concorrência desleal.

A Nota Fiscal Paulista foi instituída em 2007 pelo governo de São Paulo para estimular o consumidor a pedir o cupom fiscal aos estabelecimentos comerciais, sob estímulo de devolução de 30% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recolhido e sorteios de prêmios em dinheiro.

A obrigatoriedade para transmitir os dados pelo Registro Eletrônico de Documento Fiscal (REDF) e o aumento na fiscalização e casos sujeitos à penalidade são algumas das mudanças que passam a valer a partir deste mês.

Fonte: Financial Web

 

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Setor de confecções de olho no Sped

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Os impactos positivos da utilização do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) foram apresentados, ontem, em Fortaleza, com o intuito de preparar empresários e comerciantes do setor de confecções a enviar seus dados contábeis e fiscais para a Receita Federal.

O principal objetivo do Sped é evitar o acúmulo de papel gerado pelos lançamentos contábeis, antes organizados em livros Diário e Razão; bem como, eliminar declarações das movimentações fiscais.

Pelo software, as informações são repassadas diretamente para a Receita Federal. A simplificação da operação traz vantagens até para o meio ambiente, pois diminui o número de papel e, por conseqüência, o corte de árvores. Outros benefícios são a comodidade no acesso à Receita e facilidade no armazenamento, inclusive, com diminuição de custos. Além disso, através do sistema de padronização, é possível emitir notas fiscais eletrônicas.

Para a Receita Federal, as informações tributárias ficam atualizadas mais facilmente. Também é possível diminuir a burocracia nas operações, através do cruzamento de informações tributárias.

Alinhamento de processos

De acordo com Jorge Cysne, diretor da Fortes Informática - uma das organizadoras do evento -, é importante que o setor de confecções se prepare para as mudanças. "A questão principal é o nível de organização das empresas e o alinhamento dos processos internos para atender a legislação", defende.

Nesse aspecto, "a figura do contador é fundamental para o envio dos dados de forma correta", destaca Cysne. Também participou da organização do evento a empresa Gera Software

O encontro foi direcionado tanto para lojas e empresas na área. Foram mobilizados profissionais do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraná.

Fim do mês

O prazo para 15 mil empresas de todo o País se adequarem ao Sped Fiscal vai até o dia 30 de setembro. Para saber se a sua empresa está entre elas, basta consultar o site www.receita.fazenda.gov.br

Fonte: Diário do Nordeste

Mudanças na profissão em foco

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Maior encontro da classe contábil gaúcha foi realizado de 9 a 11 em Bento Gonçalves




Três dias de intensa programação marcaram a XII Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul, de 9 a 11 de setembro, em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha. Com o tema Profissão Contábil: Ciência, Trabalho e Convergência, o evento, considerado o maior encontro da classe no Estado, contou com a realização de diversas atividades paralelas, distribuídas na forma de painéis, palestras e apresentação de trabalhos técnicos e científicos, além da Feira de Negócios e Oportunidades, que reuniu ao todo 38 expositores.




A abertura do evento ocorreu quarta-feira à noite, no Parque de Eventos e Desenvolvimento de Bento Gonçalves, onde também foram realizadas as demais atividades da convenção. Estavam presentes Maria Clara Cavalcante Bugarim, presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC); José Antonio de França, presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC); Rogério Rokembach, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRC-RS); autoridades, convidados, contadores e contabilistas. “A profissão sempre teve momentos bons, mas está vivendo um extraordinário”, foi a mensagem de otimismo passada por Rokembach na ocasião. “Estamos preocupados em nos atualizarmos, mas também em ajudar o Brasil a ficar cada vez melhor porque, afinal de contas, o nosso país é muito bom.”

Logo depois, o presidente do CRC-RS entregou a distinção Mérito Contábil Contador Ivan Carlos Gatti ao técnico em contabilidade Delmar Bruxel. “Realmente gosto das coisas que faço e sempre procurei aceitar as incumbências que sabia que tinha condições de executar”, disse o contabilista. “Por isso, receber uma homenagem da minha classe é, sem dúvida, um grande privilégio e me faz estar cada vez mais comprometido.”

A palestra que abriu a programação foi a de Maria Clara. Ela apresentou a Agenda Contábil para o Desenvolvimento do Brasil: Cenários e Perspectivas. Entre os índices e números levantados pela profissional, chamou a atenção de todos o fato de que menos de 2% dos contadores têm mestrado, enquanto apenas 0,2%, doutorado. “Temos que valorizar mais a ciência.”





Quinta-feira pela manhã, outros seis painéis e palestras foram realizados. Profissionais abordaram os mais relevantes temas para a categoria, como o Microempreendedor Individual (MEI) - Aspectos Legais e Sociais, assunto desenvolvido pelo contador, empresário e professor Renato Francisco Toigo; e Implicações Fiscais Decorrentes da Nova Lei das S.A. - Lei 11.638/07, que devido à sua relevância e pertinência lotou o auditório em que estava o contador, consultor e professor Raul Cortepasse.




À tarde, 12 novos temas foram abordados em formas de palestras e painéis, sendo um deles de grande destaque nesta edição: Convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade com as Normas Internacionais - Estágio Atual e Perspectivas Futuras. Apresentado pelo advogado e contador Antonio Carlos de Castro Palácios, vice-presidente técnico do CRC-RS, e pelo administrador, advogado e contador Nelson Mitimasa Jinzenji, o painel ajudou a esclarecer diversas questões vinculadas ao tema.




“As normas brasileiras não são alteradas porque eram ruins, apenas os critérios de mensuração e divulgação das informações contábeis são muito diferentes das normas internacionais, o que prejudica enormemente o entendimento das demonstrações contábeis brasileiras por parte dos investidores estrangeiros, dificultando o acesso do Brasil aos capitais externos”, explicou Palácios. “Só existe resistência por parte de quem ainda não entendeu o que é convergência, porque ela está sendo feita e qual é a sua real importância.”
Sustentabilidade entra na pauta do cotidiano





Paralelamente em outra sala, Lara Lutzenberger, presidente da Fundação Gaia, ONG ambientalista, falava sobre Responsabilidade com a Gestão Ambiental e a Sustentabilidade do Planeta. “Até pouco tempo atrás, esse era um tema marginal, bandeira levantada por poucos, principalmente ambientalistas, tidos por muitos como radicais, hippies e bichos-grilo antiprogressistas”, lembrou. “Hoje integra nossas conversas cotidianas.”

Ao final do dia, foi a vez de discutir A Responsabilidade Social do Profissional da Contabilidade e os Incentivos Fiscais. Desenvolveram o tema Claudionor José Mores, empresário contábil e professor; Fernando Ben, coordenador da Comissão de Estudos de Responsabilidade Social do CRC-RS, e Marco Antônio Perottoni, advogado, contador e integrante da mesma Comissão.





“Eu acredito que a responsabilidade social do contabilista se inicia no exercício correto de sua profissão, uma vez que as ações decorrentes da mesma apresentam reflexos diretos na comunidade”, opinou Ben. “Além de o contribuinte poder aplicar parte dos recursos devidos para os tributos em projetos que ele julgar relevante, os beneficiários desses projetos terão acesso a recursos para desenvolver suas atividades que são sempre escassos e de difícil acesso.”
Técnicas de relações interpessoais encantam o público





Uma das palestras mais aguardadas de quinta-feira foi a do advogado e consultor Thiago Neves, conhecido do grande público como o ilusionista Kronnus. Em sua apresentação, ele explicou como é possível obter valiosas informações das pessoas através apenas da observação. “Você pode, por exemplo, distinguir quais pessoas são mais receptivas a você e quais são menos, e principalmente aumentar a receptividade das pessoas menos receptivas”, esclareceu. “Com essas técnicas, é possível aprender como entrar numa roda de conversa fechada, quando se deve ser mais agressivo e quando se deve recuar.”




O terceiro e último dia de Convenção contou com outras sete apresentações, sendo que uma das mais aguardadas e assistidas foi a da coach Adriana Ferrareto sobre planejamento e condução de carreira. Com o tema Você Controla sua Carreira ou sua Carreira Controla Você, a profissional encantou o público presente, buscando dele as respostas às suas perguntas, que não foram poucas.




Como está a sua área financeira? E a intelectual? Como está cuidando da saúde? Quanto tem dormido? Que cuidados tem tido com a alimentação? Tem feito atividades físicas regulares? Quanto trabalha o seu lado social? Visita amigos? Convida-os para ir à sua casa?




“As pessoas precisam saber para quem pedir ajuda, alimentar relações, manter-se atualizadas. As pessoas devem saber onde você está”, alertou Adriana. “Enquanto todo mundo trabalha currículo e curso, eu trabalho comportamento”, afirmou.
Encerramento contou com brindes, homenagens e palestra sobre estratégia

A cerimônia de encerramento do evento teve início às 14h30min. Após a apresentação das conclusões dos trabalhos técnicos e científicos, feita pelo professor e pesquisador Ernani Ott, houve uma rápida rodada de sorteios e foram entregues as premiações às delegações.





A última palestra apresentada foi a do administrador, professor e autor de diversos best-sellers, Carlos Alberto Julio, sobre A Arte da Estratégia, que ressaltou principalmente a importância das decisões no mundo dos negócios. Antes da palavra final de Rogério Rokembach, foi feita uma homenagem ao diretor-executivo do CRC-RS, Luiz Mateus Grimm.

Organizada pelo CRC-RS e realizada pela Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), a Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul acontece a cada dois anos. E a grande notícia anunciada por Rokembach na cerimônia de encerramento desta 12ª edição do encontro foi a de que o estado do Rio Grande do Sul é candidato à sede do Congresso Mundial de Contabilidade, em 2014. “Gente, coragem, força, competência, saúde e prosperidade, muito obrigada”, finalizou seu discurso.


Campanha de doação de órgãos atrai a atenção




Com a campanha Doar é Legal, a Via Vida, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, chamou a atenção de todos para a importância de não apenas ser um doador de órgãos, mas principalmente se declarar como tal para seus familiares. “No Brasil, quem autoriza a doação de órgão são os familiares da pessoa. Então, mais importante do que ter consciência de que esta atitude pode salvar vidas, é avisar a sua família de que você é um doador”, afirmou Lúcia Elbern, presidente da organização.




Com o objetivo de divulgar para o maior número de pessoas possível essa campanha, que, segundo ela, teve início em maio deste ano no Fórum Central de Porto Alegre, a Via Vida participou da Feira de Negócios e Oportunidades da XII Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul a convite do CRC-RS. Em seu estande, expôs a amostra fotográfica Doando Vida e distribuiu certidões simbólicas de doadores de órgãos às pessoas que assim se declararam. “É legal ser solidário. Em todos os sentidos”, incentivou Lúcia.




“Nossa missão é diminuir a lista de espera por um órgão através do incentivo à doação. É muito significativo para a população ver que existe confiança nesse processo de doação, por isso nossa campanha conta com o aval do Poder Judiciário.”




Ao todo, 38 expositores ocuparam o espaço do Parque de Eventos e Desenvolvimento de Bento Gonçalves. A maioria deles levou para a Feira inovações tecnológicas destinadas às empresas e profissionais da contabilidade, como sistemas e softwares. “São muitas as novidades nessa área”, salientou Ricardo Molina, consultor de tecnologia.









Fonte:




Jornal do Comércio -RS




SEC dará priordade a guia para adoção de IFRS

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Emily Chasan, Reuters, de Nova York

A Securities and Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) terá como prioridade nos próximos meses voltar a centrar sua atenção no guia básico proposto para levar as companhias do país a aderir aos padrões contábeis internacionais, segundo informou ontem um alto representante da agência.

"Regressar ao guia básico será uma importante prioridade para nós neste outono (primavera no Hemisfério Sul)", disse Jim Kroeker, o novo contador-chefe da SEC, em suas declarações na conferência de contadores públicos certificados na New York State Society, em Nova York.

Em novembro, no que foi um dos últimos grandes projetos da SEC sob o comando de seu ex-presidente Christopher Cobre, a instituição divulgou a proposta desse guia básico, sob a qual as companhias dos Estados Unidos apresentariam seus balanços pelos padrões internacionais de resultados financeiros (IFRS) até 2014, com a opção de que algumas empresas adotassem as normas antes disso.

Kroeker, que assumiu o cargo em agosto, observou ontem que, nas mais de 200 cartas de comentários que a SEC recebeu sobre a proposta, ficou "gritantemente claro" que as pessoas concordam em ter um conjunto único de padrões contábeis mundiais de alta qualidade. Há, no entanto, diferenças contundentes sobre como diferentes grupos querem atingir esse objetivo.

Como "próximo passo importante", o pessoal da SEC trabalhará para descobrir como colocar em vigor vários pilares e referências para chegar a essa meta, segundo Kroeker.

Os IFRS são elaborados pelo Conselho de Padrões de Contabilidade Internacional (Iasb, na sigla em inglês), cuja sede fica em Londres, enquanto as normas contábeis dos EUA - conhecidas como Princípios Contábeis Geralmente Aceitos (Gaap) dos EUA - são feitas pelo Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira (Fasb), de Norwalk, Connecticut.

Kroeker destacou que os dois conselhos vêm trabalhando para alinhar seus conjuntos de regras nos últimos anos e que, recentemente, aceleraram certos projetos para promover a convergência.

Pediu, no entanto, aos que trabalham para encadear as normas americanas e as internacionais, para evitarem "uma corrida ao fundo do poço", na qual, na pressa em chegar a uma convergência, os responsáveis pelas normas sejam pressionados a adotar as versões menos polêmicas das regras, em vez das que representem melhor a realidade econômica das empresas.

"Uma corrida ao fundo do poço é uma preocupação total que tenho", afirmou Kroeker. "Se formos entrar em uma corrida dessas, no fim não haverá vencedores."

(Colaborou Emily Chasan)

Fonte: Valor Online

 

 

 

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fraudes podem levar empresas à falência

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Especialistas defendem em São Paulo cuidados especiais na contratação de funcionários, de empresas terceirizadas e nos processos de checagem de dados

Beth Matias

São Paulo - No mundo dos negócios, quem já não passou pela experiência de ter um cheque devolvido ou uma recusa de pagamento de fatura de carão de crédito por fraude? Nos Estados Unidos, as empresas perdem por ano cerca de US$ 600 bilhões em fraudes. Um terço das companhias americanas são vítimas de fraude e um em cada seis bancos reporta lavagem de dinheiro.

 

A fraude em cartões de crédito no Brasil, quando comparada ao faturamento das empresas, quase triplicou nos últimos quatro anos, passando de 0,06% em 2005 para 0,15% em 2009, segundo dados da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).

 

O tema foi discutido na tarde de terça-feira (15), em São Paulo, durante o 4º Seminário Internacional – A Crise Mundial e Seus Impactos na Fraude. O seminário contou com a presença do consultor e ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo George Henry Millard e do representante da Associação Comercial de São Paulo Eduardo Daghum, entre outros.

 

Os dados são considerados alarmantes, principalmente para os pequenos negócios, que cada vez mais utilizam-se do cartão de crédito, um meio de pagamento cuja operação cresce cerca de 25% ano. “Os bancos estão investindo em empresas terceirizadas, mas é preciso que a prevenção comece dentro das instituições financeiras”, adverte o presidente da Acrefi, Adalberto Savioli.

 

Segundo George Henry Milan, ex-delegado e especialista no assunto, a fraude possui duas origens: a externa (prestadores de serviço, clientes e fornecedores) e a interna (funcionários). “No Estados Unidos, as fraudes internas giram em torno de US$ 50 bilhões, o que equivale a 1% ou 2% das vendas das empresas americanas. Elas são responsáveis também por 20% das falências”.

 

No Brasil, segundo dados da KPMG, 23% das fraudes estão nas notas frias, 27% na falsificação de cheques e documentos. “Cada vez mais a sofisticação dos fraudadores determina investimentos em áreas que não são produtivas. Essa é a tarefa mais difícil: convencer o empresário a se prevenir”.

 

Milan acredita que a recessão global é uma oportunidade para este tipo de crime. “Em tempos difíceis há uma redução das defesas e uma ansiedade por resultados, deixando de lado determinadas preocupações”. Para Eduardo Daghum, da Associação Comercial, as metas comerciais estão cada vez mais arrojadas e há diferentes procedimentos de prevenção nos pontos de venda. Além disso, segundo ele, há grande rotatividade de funcionários e uma terceirização pouco especializada.

 

Como evitar fraudes

 

Para o especialista da Associação Comercial, as fraudes acontecem nos meios de pagamento eletrônico porque as portas estão abertas. “Temos portas nos caixas eletrônicos, nas máquinas das lojas, na forma de transmissão de dados entre as lojas e a matriz. Não adianta uma tecnologia de última geração se o processo não está adequado”, diz Daghum.

 

Os especialistas concordam que é preciso investir na inteligência para diminuir os casos de fraude. Filtros na contratação de pessoal, programas de ética e integridade dentro da empresa são fundamentais. Daghum mostrou um vídeo que está no You Tube, onde um funcionário de uma lanchonete clona os dados do cartão de crédito de um cliente. “Ninguém percebe, mas ele vende estes dados para outros fraudadores. Com a tecnologia da informação, em minutos este cartão pode ser clonado no Japão”.

 

Segundo ele, outro assunto sério é a falsidade ideológica, muito comum nos pequenos comércios. “Muitas vezes dados simples e inconsistentes não são checados por pura falta de um processo bem implementado”. Ele cita como exemplo diferentes CPF com o mesmo DDD, telefones com dígitos iguais (3333-3333) e números de telefones públicos.

 

As empresas, diz Eduardo Daghum, não se preocupam em ter um modelo estatístico de fraude. Para o especialista, é preciso conhecer o comportamento do “seu” fraudador. “Há empresas que são fraudadas pela mesma pessoa várias vezes em diferentes pontos de venda. Essa falta de comunicação pode custar muito caro aos empresários”.

 

Para tentar diminuir os riscos, os especialistas aconselham que as empresas estejam em constante alerta, com processos internos de segurança muito bem estruturados, com políticas de prevenção constantes e atualizadas e com um banco de dados sobre fraudadores, inclusive dos concorrentes.

 

Fonte: Agência Sebrae