Palavras do Mestre dos Mestres

Palavras de despedida do Professor Antonio Lopes de Sá no X Prolatino, realizado em novembro de 2009.

“Eu não sei quanto tempo de vida me resta. Quem me criou também determinará, naturalmente, a hora em que serei convocado para outras missões. Posso ver, nesse poente da vida, muitas coisas. Eu dediquei feriados, dias santos, horas que roubei da família para dedicar a vocês. A minha última palavra é: “Enquanto um sopro de vida me restar, ele será de vocês”. Não sou candidato a nada. Não é discurso político, mas quero estar no coração de vocês”.

segunda-feira, 15 de março de 2010

IFRS na prática

Notícias

Por Fernando Torres e Silvia Fregoni, de São Paulo

Um grupo pequeno de companhias decidiu se antecipar e já publicou os demonstrativos financeiros consolidados de 2009 de acordo com as normas internacionais de contabilidade, chamadas de IFRS, conforme permitido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A obrigatoriedade vale apenas para o balanço fechado de 2010. A lista das empresas adiantadas é formada por Gerdau (siderurgia), AmBev (bebidas), Souza Cruz (cigarros), Natura (cosméticos), Cielo (cartões), Net (TV a cabo), Romi (máquinas industriais) e Grendene (calçados).

A maioria dessas empresas, porém, já apresentava os balanços em outros padrões contábeis que não o brasileiro. Usavam o modelo americano, conhecido como US Gaap, e algumas até o próprio IFRS, como Gerdau e AmBev.

Considerando a amostra das oito empresas, o patrimônio líquido cresceu com as novas normas e o lucro também mostrou alta na maior parte dos casos. No mais destacado deles, o lucro da AmBev em 2008 foi de R$ 3,06 bilhões pelo padrão contábil brasileiro e de R$ 5,12 bilhões em IFRS.

O principal motivo para a mudança é o fim da amortização de ágio. Além dessa regra, outra que teve grande impacto é a contabilização do dividendo acima do mínimo obrigatório de 25% no patrimônio líquido - e não no passivo - até que seja aprovado pela assembleia de acionistas.

A Net é uma das empresas que registraram impacto positivo da mudança do ágio. Na conversão do padrão brasileiro para o IFRS, o resultado de 2008 saiu de um prejuízo de R$ 95 milhões para um lucro de R$ 20 milhões. A principal mudança que explica essa diferença é o fim da amortização do ágio gerado em fusões e aquisições.

O vice-presidente financeiro e de relações com investidores da companhia, João Elek, conta que assim que a CVM definiu que o Brasil adotaria o IFRS a empresa começou o trabalho. Apenas com consultores e treinamento desembolsou cerca de R$ 1 milhão.

O cálculo do ágio também foi a parte do trabalho de transição que mais demandou interpretação da administração. "Antes bastava olhar o valor contábil e o valor da aquisição e a diferença era o ágio. Agora temos que usar o valor de mercado e essa metodologia pode mudar o que está registrado nos livros", afirma Elek, lembrando que a alocação do preço das aquisições exige muito julgamento da direção.

Na Cielo (ex-Visanet), a questão do ágio também mereceu atenção. Foi o que mais deu trabalho, de acordo com a companhia. Mas o maior impacto veio da contabilização do dividendo no patrimônio. Feitas as adaptações, o patrimônio líquido de 2008, no balanço de reconciliação, subiu de R$ 159 milhões para R$ 702 milhões - foram mais de R$ 500 milhões em dividendos. O lucro teve apenas um pequeno ajuste, para baixo, passando de R$ 1,394 bilhão para R$ 1,342 bilhão.

"A intenção é sempre surpreender o mercado com notícias positivas", afirmou Rômulo Dias, presidente da empresa, sobre a antecipação dos dados. O processo de adaptação começou no fim de 2008. Naquele momento, foi feito um "diagnóstico da organização". "A conversão consumiu mais de 800 horas de trabalho da equipe de contabilidade, além de envolver áreas como as de recursos humanos, tesouraria e novos negócios", disse. Para treinar, ao longo do ano passado a empresa fez alguns fechamentos de balanço em IFRS, embora sem divulgá-los.

Mas mesmo entre essas empresas adiantadas nota-se que apenas três publicaram também o balanço individual de acordo com as regras emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), o que também será obrigatório apenas para o exercício de 2010, mas também pode ser antecipado. São elas: Souza Cruz, Natura e Romi

À primeira vista, isso parece contraditório, já que os CPCs, que valem para os balanços individuais, são basicamente a tradução do IFRS, normativo que deve ser usado no balanço consolidado. Para os especialistas e para as empresas, contudo, a diferença é grande. A legislação societária tem como base o balanço da controladora e não o consolidado. Isso significa, por exemplo, que esse é o resultado usado como referência para a distribuição de dividendos. Também é a partir desse resultado que a empresa fará os ajustes para explicar à Receita Federal a diferença entre lucro societário e tributável.

Além de mais delicado, adaptar o balanço individual aos CPCs é mais complexo do que simplesmente apresentar o demonstrativo consolidado no padrão internacional. "Para fazer o consolidado, não é necessário registrar as operações no dia a dia em IFRS. Pode-se preparar o processo extracontabilmente", explica José Luiz Carvalho, sócio da KPMG.

Já para adotar os CPCs é preciso fazer mudanças nos sistemas de computação, nos processos e também na cultura da companhia. "Até agora muitas empresas estão bem focadas na teoria e nos conceitos das novas normas, mas algumas estão atrasadas em ver efeitos nos sistemas e embutir essas mudanças nas rotinas e processos de dia a dia de fechamento", diz Bruce Mescher, sócio da Deloitte.

Para aquelas que ainda não começaram o trabalho, Mescher adianta que o processo de transição será complicado porque as mudanças precisam ocorrer enquanto a companhia ainda roda a contabilidade antiga e prepara a apresentação dos demonstrativos.

A Souza Cruz é um exemplo de empresa que, além de fazer o balanço consolidado em IFRS, adaptou o individual aos CPCs. O que gerou maior impacto foi o que trata da contabilização da proposta de pagamento de dividendos.

Outra novidade no balanço foi o reconhecimento de uma baixa contábil de R$ 30 milhões referente a um teste de "imparidade", ou valor de recuperação, de uma plataforma de sistema de marketing e distribuição. O teste mostrou que não havia mais igualdade entre o que estava no ativo e a expectativa de geração de caixa daquele bem, o que resultou na baixa. Essa decisão foi suportada por estudos e laudo técnico que atestaram a descontinuidade da plataforma, disse a empresa.

A Indústrias Romi, que já havia adotado o IFRS para o consolidado desde o ano passado, também antecipou a adoção dos CPCs. A principal diferença, positiva em R$ 19,3 milhões, ocorreu no patrimônio líquido, por conta do reconhecimento de deságio na aquisição de uma subsidiária.

Segundo o diretor de relações com investidores, Luiz Cassiano Rosolen, o fato de o efeito das novas normas não ser tão grande no balanço não significou menos trabalho. "Não facilita a antecipação porque é preciso primeiramente entender cada uma dos pronunciamentos, para daí aplicar ou não", afirma. A companhia gastou mais de um ano para a implementação das mudanças. "Tivemos que mudar processos internos para geração de informações, como a abertura dos dados por segmentos de negócios com mais detalhes", diz. Na área de sistemas, Rosolen comemorou o fato de já usar um programa robusto em controle interno. "Se a gente já não tivesse um, o custo seria excessivo."

Apesar de ter antecipado o IFRS, a Net não fez o balanço individual conforme o CPC por questões operacionais. "Os impactos são os mesmos. Mas para nós foi mais suave fazer dessa forma do que trocar tudo de uma vez", disse João Elek.

Fonte: Valor Econômico

CFC

Lojas Americanas publica de novo balanço de 2008

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A complexidade da nova norma contábil obrigou a Lojas Americanas e a controlada de comércio eletrônico B2W Varejo a republicar os demonstrativos financeiros de 2008. Com os novos critérios, o lucro da Americanas foi de R$ 89,5 milhões no período, e não de R$ 116,6 milhões conforme havia sido divulgado.

O problema identificado foi na contabilização das operações de hedge que a empresa adota para anular o risco cambial de suas dívidas em moeda estrangeira. Por meio dos derivativos usados, a companhia transforma o custo dessas dívidas para a moeda e taxa de juros vigentes no Brasil.

Segundo a norma internacional, que foi parcialmente adotada no Brasil em 2008 com edição de 14 novos pronunciamentos contábeis, as operações de hedge podem ser registradas no balanço de forma a não gerar efeito no resultado do exercício, seja ele positivo ou negativo. O registro do valor justo do derivativo é feito no resultado ao mesmo tempo em que são reconhecidos os itens objeto daquele hedge. Isso é permitido quando o hedge está perfeitamente casado com a transação que ele pretende proteger.

Segundo a Lojas Americanas, esse princípio foi usado no balanço de 2008 e os auditores externos, na época da Deloitte, emitiram parecer sem ressalvas sobre o demonstrativo financeiro.

Na nota em que explica a mudança, a Lojas Americanas diz que uma "revisão adicional dos procedimentos adotados demonstrou que a companhia, corroborada por seus então auditores independentes, reconheceu impactos contábeis entendidos agora como desalinhados com a sua intenção ao contratar tais operações e que não corresponderam adequadamente aos seus respectivos impactos econômicos". Em resumo, a empresa registrou um ganho que não deveria ter contabilizado conforme essas novas regras.

A companhia não informa se a mudança de critério foi uma consequência da troca de auditoria para a Ernst & Young, anunciada em abril de 2009.

No ano passado, a Lojas Americanas obteve lucro líquido de R$ 152 milhões, com alta de 70% ante o novo número de 2008. A receita líquida subiu 19,5%, para R$ 8,335 bilhões. (FT)

Fonte: Valor Econômico

CFC

O "Big Brother" na vida de empresas e investidores

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José Roberto Filho

Não há mais dúvida de que a tecnologia tem auxiliado diretamente os investidores, no Brasil e no mundo, tornando mais segura e mais ágil a identificação das melhores oportunidades. Redes, relatórios com gráficos, planilhas, conexões virtuais e remotas, agendas eletrônicas e a comunicação em tempo real são alguns dos recursos hoje até comuns.

De seu lado, as empresas que buscam atrair investimentos também sofisticam seus controles contábeis e financeiros por meio de softwares e hardwares cada vez mais completos. A tecnologia se tornou um "must".

O que talvez nem todos os investidores se deram conta é de que toda esta agilidade não está só do lado de cá. Está também do lado do fisco, mais e melhor estruturado. A Receita Federal do Brasil está utilizando meios cada vez mais eficientes de controle e de cobrança das obrigações das pessoas físicas e jurídicas, inclusive a respeito de seus investimentos.

Um claro exemplo desse poder tecnológico do fisco é o famoso, virtuoso e temido supercomputador da Receita Federal do Brasil. Implantado por volta do ano de 2005, o T-Rex - apelido "carinhoso" e alusivo ao predador pré-histórico Tiranossauro Rex - é capaz de cruzar os dados de contribuintes/investidores do Brasil, Estados Unidos e Alemanha ao mesmo tempo.

Aliado ao software "Harpia", ele é permanentemente alimentado com dados das mais variadas fontes: compras e vendas com cartões de crédito, informes de rendimentos de pessoas jurídicas (incluindo aqueles fornecidos pelos bancos, corretoras, planos de previdência privada e negócios imobiliários), movimentações de importação e exportação de mercadorias e informativos fiscais, como declarações de rendimentos de sócios e de empresas.

Essa verdadeira maravilha tecnológica permite, ainda, a consolidação de convênios firmados entre os diversos níveis de fiscalização: Receita Federal do Brasil, secretarias das fazendas estaduais e prefeituras. Esses órgãos estão, neste momento (e não tenha dúvida disso), trocando informações e, assim, permitindo desenhar o perfil de cada contribuinte/investidor.

Para tornar o cerco ainda mais apertado, entrou em vigor, no ano de 2008, o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), mais um recurso à disposição dos órgãos de fiscalização. Não é um sistema ruim, à medida que a atuação da fiscalização passa a ser uniforme: todos os contribuintes e investidores passam a serem observados pela Receita Federal do mesmo modo, equalizando as responsabilidades.

Até o ano passado, os informativos fiscais se limitavam a dados consolidados: as empresas informavam o total de faturamento e total de despesas e impostos. A partir do SPED, as informações são detalhadas, expondo, definitivamente, as operações realizadas.

A informação remetida à Receita Federal, por meio do SPED, deve estar suportada por documento fiscal válido, sendo mantido em arquivo físico e à disposição do agente fiscal. Outro detalhe importante é que os informativos que compõem o SPED são transmitidos com certificado digital, tanto do sócio responsável, quanto do profissional contábil.

Por isso, as empresas atentas às obrigações legais relativas à manutenção de seus sistemas (softwares) devem ser vistas com bons olhos também pelos investidores. Tais sistemas precisam atender tanto às necessidades operacionais quanto às obrigações fiscais da companhia - incluindo aí a disponibilização de arquivos eletrônicos.

E quem, afinal, em última análise, seria o alvo efetivo desse "controle de operações"? Em nosso ponto de vista, todos nós, sem exceção, em determinado momento, teremos nossas "vidas fiscais" devidamente detalhadas, a ponto de eliminar quaisquer argumentos ou necessidade de questionamentos e esclarecimentos à Receita.

Como consequência, estamos presenciando claramente o movimento das empresas, principalmente aquelas interessadas em atrair novos investidores, no sentido de se colocarem em posição mais confortável. Também por isso termos como ética, transparência, planejamento e estruturação de dados estão ganhando espaço.

Assim, sob o ponto de vista dos investidores, cremos que adquire importância, dentro dos critérios de avaliação das opções disponíveis, a análise a respeito das tecnologias empregadas por empresas e por seus respectivos escritórios contábeis, no sentido de terem muito bem organizados os seus controles internos.

E, às empresas, fica o alerta de que a tecnologia está aí para nos proporcionar agilidade, sem que nos esqueçamos que é com essa mesma agilidade que o fisco já está nos observando!

José Roberto Filho é sócio diretor da JR&M Assessoria Contábil
E-mail: jroberto@jrem.com.br

Fonte: Valor Econômico

CFC

V ENCCCC: Painéis apontam os desafios da Contabilidade no Brasil

Notícias

 

Comunicação CFC

A tarde do primeiro dia (11/3) do Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Ciências Contábeis (ENCCCC) foi marcada pela presença de profissionais de peso da área da educação, que abordaram em dois painéis temas relativos aos novos desafios da educação superior no País. A programação trouxe inicialmente o  painel "Os grandes desafios de um curso de excelência", que foi dividido em dois momentos e ministrado pelo  diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC), Paulo Wollinger, e pelo residente da BDO Trevisan Auditores e Diretor da Trevisan Escola de Negócios,  Antoninho Marmo Trevisan.

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Presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro e Paulo Wollinger (MEC)

Wollinger falou sobre a forma como é feita a avaliação e a regulação do MEC, por meio de relatórios que comparam os cursos entre si. Segundo o diretor, os critérios estão relacionados ao compromisso social das Instituições de Ensino Superior (IES), sejam elas privadas ou públicas; ao projeto pedagógico que elas oferecem; e à aprendizagem do aluno, que é testada pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Ele também ressaltou a importância do Sistema CFC/CRCs nos trabalhos de avaliação, pois o "Conselho tem a possibilidade de buscar no MEC informações privilegiadas que auxiliem na regularização do curso de Ciências Contábeis."

Trevisan, por sua vez, focou na questão da responsabilidade que os coordenadores de curso possuem de conseguir fazer com que os jovens enxerguem na profissão contábil a emoção, o charme e a importância que ela representa no dia-a-dia de qualquer pessoa e organização. Para isso, Trevisan defende que a Contabilidade deve ser compreendida por todos e não somente pelos profissionais da área. "O contabilista não trabalha para si", completou.

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Marisa Schwabe (CRCSC) e Antoninho Marmo Trevisan

Após um breve intervalo, o painel "Oportunidades de Mestrado e Doutorado em Contabilidade" foi apresentado pela diretora do Mestrado e Doutorado em Contabilidade da Universidade do Minho (UM) e da Universidade de Aveiro - Portugal, Lúcia Lima Rodrigues, e pelo diretor-presidente da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (Anpcont), Fábio Frezatti.

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A palestrante Lúcia Rodrigues e a vice-presidente de Controle Interno do CFC, Lucilene Florêncio Viana

Lúcia Rodrigues dividiu com os presentes a experiência adquirida nas universidades portuguesas nas quais desempenha o papel de diretora dos cursos de Mestrado e de Doutorado. Ao ressaltar a importância de um ensino baseado no desenvolvimento de competências, a educadora explicou as diferenças no processo acadêmico do profissional contabilista no Brasil e em Portugal, além da importância de se adquirirem parceiros, como, por exemplo, a parceria entre a Universidade do Minho e as universidades federais brasileiras e algumas estaduais.

Para finalizar, Fábio Frezatti focou sua palestra na necessidade de incentivar os alunos a seguir carreira acadêmica como projeto de vida. Também defendeu que "docentes preparados e capazes de realizar uma reciclagem do saber podem auxiliar os alunos e buscar um curso de Ciências Contábeis moderno e de excelência."

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Presidente do CFC, Juarez Domingues e Fábio Frezatti (Anpcont)

Fonte CFC (www.cfc.org.br)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alagoas lança Desafio Sebrae

Notícias

Estudantes universitários do estado se empolgam para participar do jogo, que leva os jovens ao mundo empresarial

Do Sebrae em Alagoas

Marcela Sampaio

Universitário garantem inscrição no jogo

Maceió –
Na noite da ultima quarta-feira (10), foi lançada, em Maceió (AL), a 11ª edição do Desafio Sebrae. As inscrições prosseguem até o dia 15 de abril pelo site www.desafio.sebrae.com.br. Diretores, professores e alunos de instituições de ensino de Alagoas estiveram na Chopperia Orákulo, no bairro de Jaraguá, para conhecer as regras e os desafios preparados para 2010.

“O que o Sebrae pretende com o jogo é levar ao futuro empresário a realidade do negócio, despertando características empreendedoras. Essa atividade instiga não só os alunos e professores, mas o próprio Sebrae. É importante que eles saiam da universidade com a ideia de empreender, para que possam desenvolver econômica e socialmente o estado”, afirma Renata Fonseca, diretora-técnica do Sebrae/AL.

Saymon Ritche e Derick Cardoso, estudantes de Administração, não perderam tempo e aproveitaram a noite para garantir a inscrição no jogo. “Já tínhamos uma ideia do que era o jogo, mas foi por incentivo de um dos nossos professores que vamos participar pela primeira vez. É um jogo que, acima de tudo, desperta o nosso senso de empreendedorismo. Fizemos a inscrição para ganhar”, diz Derick, que, junto com Saymon e outros integrantes, faz parte da equipe DeckuolADM.

Em paralelo ao Desafio, os universitários podem participar do jogo “Se eu fosse chefe”, outra brincadeira revestida em realidade que leva os jogadores a administrar sua empresa, tendo como foco as questões ambientais. Para conhecer o jogo, basta acessar o site www.seeufossechefe.com.br ou a rede social Facebook (www.facebook.com).

Apesar de o Desafio Sebrae ser destinado a estudantes universitários, este ano, professores e jornalistas poderão vivenciar parte dessa adrenalina, num jogo demonstrativo que será realizado no dia 17 de março, na Faculdade Maurício de Nassau.

Prêmio

Os vencedores da etapa estadual do Desafio ganharão um final de semana num resort no litoral norte do estado. Na semifinal nacional, os integrantes da equipe vencedora receberão computadores. Já na etapa nacional o prêmio será uma viagem internacional para conhecer um grande centro de empreendedorismo.

Liga da Justiça

Em 2009, a equipe vencedora da etapa estadual do Desafio Sebrae foi “A liga da justiça”, composta por estudantes de Arapiraca. Os participantes administraram, com sucesso, uma fábrica de brinquedos.

“A maior coisa que o jogo pode nos proporcionar é a experiência adquirida, quando podemos aplicar os conceitos que estudamos na faculdade na prática. Além disso, a constante necessidade de tomar decisões rápidas estimula nossa capacidade.”,declara Marcelo de Oliveira, estudante de Administração e membro da equipe vencedora.

Desde 2002, mais de 570 mil estudantes já participaram do jogo. Em Alagoas, esse número é de cerca de 11 mil universitários.

“Queremos intensificar a participação dos estudantes neste ano, especialmente no interior. A nossa meta é realizar cerca de 2,6 mil inscrições no estado, enquanto que a meta nacional é de 120 mil inscritos. Os universitários que participam do jogo só têm a ganhar, pois desenvolvem sua capacidade de gerenciar um negócio e de tomar decisões de todas as importâncias”, conclui Isabel.

Serviço:

Central de Relacionamento Sebrae – 0800 570 0800

 

quarta-feira, 10 de março de 2010

Universidade de Brasília terá disciplina sobre Empreendedorismo e Inovação

Notícias

Por meio de parceria entre o Sebrae e a UnB, pela primeira vez a matéria será oferecida para estudantes de pós-graduação de todos os cursos

Regina Mamede

Bernardo Rebello

Paulo Okamotto e o reitor da Universidade de Brasília, José Geraldo de Sousa, assinam convênio para criação de disciplina sobre empreendedorismo

Brasília -
Um Convênio de Cooperação Técnica e Financeira foi celebrado entre a Universidade de Brasília (UnB) e o Sebrae para o ensino de ‘Empreendedorismo e Inovação’ na sala de aula. A cerimônia de assinatura do documento aconteceu nesta terça-feira (9), no Salão de Atos da Reitoria, na UnB.

O convênio prevê pesquisa, desenvolvimento, aplicação e validação da metodologia de ensino. Esta é a primeira vez que será oferecida essa disciplina para os estudantes de pós-graduação, mestrado e doutorado de todos os cursos. O conteúdo ainda está em fase de desenvolvimento, mas deve contemplar o ensino e o estímulo para busca de soluções, criação e gestão de empreendimentos competitivos. A primeira turma será formada no segundo semestre deste ano e a proposta é que esse projeto-piloto possa ser estendido a outras universidades

O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, ressaltou a importância da parceria com instituições de ensino. “Trabalhamos para que o país tenha cada vez mais empreendedores graduados, que possam trazer mais conhecimento, inovação e valor agregado às micro e pequenas empresas”, afirmou.Okamotto defendeu o estreitamento dos laços entre o Sebrae e as instituições de ensino superior.

“Essa é uma resposta à expectativa de estabelecer vínculos mais estreitos com o Sebrae. O conhecimento aplicado requer dos agentes econômicos uma atitude que não pode ser empírica. Vamos construir uma referência de formação”, afirmou o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior.

Também fizeram parte da mesa de honra da assinatura do convênio o diretor Técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, o diretor do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília, professor Luís Afonso Bermúdez, e a coordenadora de Apoio à Pesquisa, professora Márcia de Aguiar Ferreira, representando o Decanato de Pesquisa e pós-graduação da UnB.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7494 e 3348-7256
www.agenciasebrae.com.br

Fonte: Agência Sebrae

 

 

Começam inscrições para o Desafio Sebrae

Notícias

Este ano, participantes do jogo irão gerenciar uma empresa virtual de instrumentos musicais

Regina Mamede

Brasília - Começam nesta quarta-feira (10) e prosseguem até 15 de abril as inscrições para o Desafio Sebrae 2010. O jogo que transforma universitários em empreendedores por meio da gestão virtual de uma empresa este ano tem por tema uma fábrica de instrumentos musicais. As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.desafio.sebrae.com.br.

Mais moderno, funcional, interativo e em 3D, o Desafio Sebrae chega a 11ª edição ainda mais aprimorado para oferecer aos universitários de todo o país a possibilidade de exercer o talento empreendedor. Os vencedores do Desafio conquistarão como prêmio uma viagem internacional para um centro de empreendedorismo.

O desafio deste ano é administrar uma fábrica de instrumentos musicais. As equipes devem ser formadas por no mínimo três e no máximo cinco integrantes. Das cinco fases, as três primeiras são jogadas via internet; as semifinais e finais são presenciais e acontecem simultaneamente no final do ano no Rio de Janeiro. O Desafio é uma realização do Sebrae em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).

Uma pesquisa para desvendar o universo destes jovens precedeu a criação da campanha publicitária. O levantamento mostrou que esse grupo quer trabalhar de um jeito próprio, não gosta de reuniões intermináveis e se preocupa com temas como a sustentabilidade. Com base nessas informações, a campanha terá como tema ‘Faça a Empresa do seu Jeito. Faça o Desafio Sebrae’.

"Mais do que os prêmios, o que está em jogo é um aprendizado que o jovem levará para a vida inteira, seja administrando seu próprio negócio ou de terceiros", avalia o diretor Técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. "Os resultados são sempre de grande valia, inclusive em termos pessoais. O Desafio Sebrae aposta no que há de mais moderno em gestão empresarial: o trabalho em equipe, o compartilhamento do processo decisório, a visão de que o sucesso de um projeto, de um empreendimento, leva em conta o esforço, a adesão, o entusiasmo de muitas pessoas", explica.

Ainda de acordo com o diretor, o Desafio Sebrae deste ano se dá em um contexto bastante promissor, pois o Brasil se saiu bem de uma crise financeira mundial, com mais confiança no seu futuro. "A certeza de que dificuldades podem ser superadas com determinação, persistência e confiança é o grande diferencial para uma vida profissional e empreendedora de sucesso", ressalta. 

“Os jovens têm mesmo que inovar e sair do quadrado, mas fazer a gestão de uma empresa depende de um conhecimento já acumulado. Ao participar do jogo, ele tem espaço para inovar em campos como estratégia de marketing ou pesquisa e desenvolvimento, mas aprende a entender a importância e administrar corretamente pontos como fluxo de caixa e balanço patrimonial”, explica um dos coordenadores do Desafio Sebrae, Marcus Vinicius Lopes Bezerra, do Sebrae Nacional.

Desafio Sebrae Internacional

A disputa entre as equipes dos países vencedores da edição de 2009 acontece entre 21 e 26 de março. Estudantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai se enfrentam no Rio de Janeiro. Em 2011, o Desafio Sebrae terá a participação de El Salvador.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7494 e 3348-7256
www.agenciasebrae.com.br

Fonte: Ag~encia Sebrae