Palavras do Mestre dos Mestres

Palavras de despedida do Professor Antonio Lopes de Sá no X Prolatino, realizado em novembro de 2009.

“Eu não sei quanto tempo de vida me resta. Quem me criou também determinará, naturalmente, a hora em que serei convocado para outras missões. Posso ver, nesse poente da vida, muitas coisas. Eu dediquei feriados, dias santos, horas que roubei da família para dedicar a vocês. A minha última palavra é: “Enquanto um sopro de vida me restar, ele será de vocês”. Não sou candidato a nada. Não é discurso político, mas quero estar no coração de vocês”.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quase 160 mil se inscrevem para o Desafio Sebrae

Notícias

Número superou as expectativas da coordenação do jogo empresarial, que previa a participação de 135 mil pessoas

Regina Mamede

Brasília - O Desafio Sebrae, jogo virtual que estimula o empreendedorismo entre os universitários, registrou 158.484 inscrições até às 23:59 desta quinta-feira (15). O número superou a estimativa inicial da coordenação do Desafio, que esperava contar com 135 mil participantes. Ainda não há data definida para o início da competição, mas o download do jogo poderá ser feito pelos estudantes no início de maio por meio do site www.desafio.sebrae.com.br.

Para o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, o “número fantástico" de estudantes que participam desta edição é um indicador precioso para analisar o comportamento dos universitários. “Isso demonstra que o interesse da juventude pelo caminho do empreendedorismo desperta cedo. O Desafio Sebrae possibilita que eles conheçam outras dimensões dos negócios desde a universidade”, avalia o presidente.

De todos os estados, o Paraná foi o campeão desta edição com 21.196 inscrições e superou o objetivo estabelecido em 20.615. Outro estado que alcançou um resultado significativo foi o Pará, que atingiu o número previsto cerca de 15 dias antes do prazo de encerramento e ainda quase triplicou a meta com 9.510 inscrições (o equivalente a 280% acima do definido). Tocantins também se destacou e obteve o maior percentual em relação à população universitária local: 4,8 mil inscrições, o que corresponde a 16% do total de estudantes.

Para toda a vida

Na avaliação do gerente da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae, Enio Pinto, participar do Desafio Sebrae significa muito mais do que aprender a gerenciar uma empresa. Segundo ele, gerenciar estoques, entender sobre fluxo de caixa ou definir investimentos são ferramentas específicas que poderão ser aprendidas, "mas os ensinamentos desta competição são aplicáveis em qualquer campo".

“O Desafio Sebrae toca no futuro dos jovens. Durante os meses de competição, eles aprendem a liderar, a ser liderados, a chegar a um consenso e a administrar conflitos. O treinamento em gestão de empresas muda, porém essas lições ficam para sempre”, afirma.

O Desafio Sebrae deste ano traz como tema a administração de uma fábrica virtual de instrumentos musicais.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 2107-9110 e 2107-9107
www.agenciasebrae.com.br

Fonte: Agência Sebrae

 

 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

CFC e OAB unidos contra a corrupção eleitoral

Notícias

 

Comunicação CFC

O presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Juarez Domingues Carneiro, o presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), José Martonio Alves Coelho, o conselheiro do CFC Joaquim de Alencar Bezerra Filho e a diretora do CFC, Elys Tevania de Carvalho, participaram de reunião com o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados de Brasil (OAB), Ophir Filgueiras Cavalcante Junior, na sede da OAB, em Brasília (DF), na manhã desta quinta-feira (15).

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O combate à corrupção e a fiscalização na prestação de contas eleitorais foram os assuntos discutidos pelas duas entidades. O presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, disse que o CFC tem se posicionado sobre o combate à corrupção no País. "O movimento contábil está cada vez mais preocupado em levar a transparência à sociedade, no que diz respeito à prestação de contas.", afirmou.

Já o presidente da OAB, Ophir Filgueiras, sugeriu que o Conselho Federal de Contabilidade e a Ordem dos Advogados, juntos, criassem um sistema de fiscalização que dê à sociedade mais transparência na análise de prestação de contas. "A ideia é contarmos com a atuação  conjunta da OAB e do CFC, não só no recebimento de denúncias, mas  focando nos campos da prevenção e, no curso do processo eleitoral, na fiscalização das contas de campanha", explica.

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O presidente do CFC, por sua vez, avisou que será criada uma comissão para detalhar de que maneira se dará a atuação das duas entidades. A ideia inicial é que a OAB e o CFC fiscalizem as contas dos candidatos à Presidência da República e os Conselhos Regionais de Contabilidade e as Seccionais da OAB atuem sobre as contas dos candidatos a governador do Estado.

Ainda, segundo o presidente do CFC, a realização de palestras educativas de conscientização da população quanto aos limites e formas de doação para as campanhas é de suma importância nesse processo. "Esse tipo de ação educativa é muito importante, principalmente agora, com a liberação das doações por meio de cartão de crédito", disse.

Agenda

O presidente da OAB visitará o Conselho Federal de Contabilidade, em reunião Plenária a ser realizada no dia 18 de junho. Na oportunidade, a comissão, composta por integrantes do CFC e da OAB, deve anunciar o plano de ação das duas entidade referente ao combate à corrupção para as próximas eleições.

Fonte: CFC (www.cfc.org.br)

Desafio Sebrae supera a meta de 135 mil inscrições

Notícias

Até as 18 horas desta quinta-feira (15), 141.481 estudantes universatários haviam se inscrito; prazo será encerrado hoje à meia noite

Regina Mamede

Brasília - No começo da tarde desta quinta-feira (15), o Desafio Sebrae superou a meta de 135 mil inscrições para a edição 2010 do jogo de empresas. O prazo para inscrição será encerrado às 23h59 de hoje. Voltado para estudantes universitários, o jogo virtual que estimula o empreendedorismo terá como mote a administração virtual de uma fábrica de instrumentos musicais.

Para o presidente do Sebrae Paulo Okamotto o número de inscritos reflete o interesse dos estudantes universitários pelo empreendedorismo, condição importante na construção de um caminho próprio. “Com o Desafio Sebrae reafirmamos o nosso compromisso de levar conhecimento e processos de gestão que contribuem para o crescimento profissional e o desenvolvimento do país”.

Com mais de 14 anos de experiência no magistério, Sílvio Reis é um entusiasta do Desafio Sebrae. Há mais de seis anos, ajuda na divulgação do jogo virtual. Ele calcula que contribuiu para a inscrição de mais de 70 equipes nesse período. Na edição 2010, outras sete equipes já se inscreveram com seu estímulo.

Como professor da Escola Superior de Negócios em Goiânia (Esup), certificada pela Fundação Getúlio Vargas, ele avalia que o jogo virtual ajuda na consolidação de conceitos ensinados em sala de aula em diferentes áreas, como Recursos Humanos, Teorias da Administração e Estatística.

“O Desafio Sebrae dá aos alunos a oportunidade de aprender na prática. A cada tomada de decisão, eles percebem a importância dos ensinamentos recebidos. O aprendizado é acadêmico e humano”, acentua Sílvio Reis.

Como ferramentas de aprendizado, o professor cita simulação de jogos de sobrevivência ou de vendas, nos quais as circunstâncias obrigam os alunos a fazer escolhas sob pressão. O Desafio Sebrae, neste contexto, é visto como uma excelente fonte de estímulo e superação.

“Eles são obrigados a analisar os seus pontos fortes e fracos, exercitam a tolerância ao trabalhar em equipe, aprendem a reconhecer qualidades em pessoas que têm valores diferentes. Nos vários depoimentos, fica claro que se tornam mais abertos ao aprendizado na escola e na vida depois dessa experiência no Desafio Sebrae”, analisa o professor, que torce pela vitória de uma equipe da Esup.

Serviço:

Agência Sebrae de Notícias – (61) 2107-9110 e 2107-9107

www.agenciasebrae.com.br

Fonte: Agência Sebrae

 

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Prazo final de convergência contábil está sob ameaça

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Valor Econômico

Rachel Sanderson, Financial Times, de Londres

Os formuladores de padrões contábeis informaram que poderão não conseguir cumprir o cronograma da criação de um conjunto único global de regras contábeis, porque até agora eles não conseguiram chegar a um acordo sobre como avaliar os instrumentos financeiros, uma das questões mais controvertidas da crise.

Em setembro, o G-20, grupo das 20 nações mais industrializadas do planeta, prometeu apoiar um plano global de normas contábeis para melhorar os fluxos de capitais e reduzir as arbitragens internacionais. Eles estabeleceram para isso o prazo de junho de 2011.

Fundamental para esse objetivo é a convergência dos dois mais importantes sistemas contábeis do mundo, o modelo americano, conhecido como US Gaap, e o padrão internacional, chamado de IFRS [ também adotado no Brasil].

No entanto, chegar a um consenso sobre algumas questões está se mostrando cada vez mais difícil, especialmente em torno da questão da avaliação dos instrumentos financeiros pelo ajuste diário de perdas de ganhos (marcação a mercado), ou valor justo.

A contabilidade pelo valor justo vem se mostrando um dos pontos de maior discórdia. Os defensores, que incluem grandes investidores dos EUA, afirmam que ele proporciona o exato do valor de uma companhia, necessário para a tomada de decisões de investimentos. Todavia, autoridades reguladoras e formuladores de políticas, particularmente da Europa, vêm afirmando que a prática de se avaliar instrumentos financeiros como os derivativos pelo valor justo foi algo que agravou a queda dos valores dos ativos durante a crise.

Em um comunicado conjunto divulgado ontem, o Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb) e seu congênere norte-americano Fasb disseram que, embora caminhem para chegar a um acordo sobre cinco pontos principais, eles não conseguiram chegar à mesma conclusão nas questões que envolvem contratos de seguros e a avaliação dos instrumentos financeiros.

No caso dos instrumentos financeiros, o impasse se deve ao fato de o Fasb apoiar mais que o Iasb o uso mais disseminado do valor justo, segundo informaram várias pessoas a par da situação. O Fasb deve anunciar sua proposta sobre como avaliar instrumentos financeiros em maio.

A proposta do Iasb - que permite que empréstimos ou instrumentos semelhantes sejam avaliados pelo custo e tudo mais pelo valor justo - já se mostrou controvertida na Europa porque alguns formuladores de políticas da União Europeia acreditam que ele não vai longe o suficiente para conter o uso do valor justo.

Os dois órgãos disseram que "não há garantias" de que eles conseguirão resolver todas as suas diferenças em relação aos instrumentos financeiro. Eles disseram que abordar as diferenças sobre os dois projetos "de maneira que isso estimule a convergência poderá afetar os cronogramas do projeto".

O prazo final estabelecido é importante porque vários países estão cogitando a possibilidade de mudar para os IFRS depois de junho de 2011 e gostariam de poder fazer isso em uma "plataforma estável" de normas.

A Securities and Exchange Commission (SEC), dos EUA, que supervisiona o Fasb, também decidirá em junho de 2011 se a convergência foi longe o suficiente para tornar obrigatória a adoção do IFRS nos Estados Unidos.

Fonte: Valor Econômico

CFC

 

 

Revolução digital em escritórios contábeis

Notícias

DCI

Inez Lopes

Com o avanço da tecnologia, podemos afirmar que, hoje, o setor contábil não é mais o mesmo.

A era digital promoveu uma verdadeira revolução no trabalho de profissionais que atuam neste segmento.

O novo contexto extinguiu a antiga era do papel, na qual as escriturações eram feitas em folhas de papel, impressas e armazenadas em arquivos físicos.

Agora, ao invés de imensas pilhas de arquivos, os profissionais contábeis podem acessar todos os documentos diretamente pelo computador.

Nesta nova dinâmica, não apenas o serviço, mas também o papel do contador sofre alterações.

Ele deixa de ser apenas o responsável pelas atividades burocráticas dos clientes e começa a interagir com o mundo, resultando na maior atualização e profissionalização do serviço.

Na nova era, muito mais que na geração do papel, o contador precisa agregar valor ao serviço e estar totalmente afinado à legislação fiscal e contábil.

Para se ter uma ideia, atualmente, cerca de 70% dos documentos enviados ao governo já estão em formato eletrônico.

Este número poderia ser maior, como em outros países que também adotaram os International Financial Reporting Standards (IFRS), ou, em português, as Regras Internacionais de Contabilidade.

Os IFRS determinam que todos os escritórios contábeis adotem as normas mundiais de padronização do setor, entre as quais está a de todos os documentos físicos convergirem ao formato digital.

No Brasil, país com mais de 400 mil contadores e 70 mil escritórios contábeis, ainda há grandes obstáculos neste caminho de adaptação aos IFRS.

O setor de contabilidade é formado por cerca de 80% de micro e pequenas empresas, a maioria moldada a uma administração de natureza familiar.

O comum nesses casos é que profissionais com mais tempo de carreira fiquem apreensivos em utilizar ferramentas de tecnologia que modernizarão os serviços do escritório.

O aumento da fiscalização, porém, com SPED e NF-e, e a corrida frente à concorrência, exigem um novo posicionamento dos escritórios rumo ao mundo digital.

Como resultado, as empresas e consultorias também passaram a investir mais na qualificação dos funcionários.

Hoje, existem cursos oferecidos tanto pelos grandes escritórios de contabilidade quanto pelos próprios sindicatos da categoria, que têm auxiliado a profissionalização e a valorização do setor.

Especificamente com o uso da tecnologia, além de estar alinhado às tendências, é possível verificar que o grande interesse dos profissionais de contabilidade é atender a três necessidades básicas: segurança na armazenagem de dados dos clientes, organização e facilidade na busca de documentos e redução de custos, seja com a impressão de papéis ou com a locação de espaços para o arquivo.

De fato, a digitalização de documentos e a virtualização de arquivos permitem que o profissional acesse todos os dados remotamente, de forma segura e com custo reduzido. Ou seja, as soluções tecnológicas hoje direcionadas ao setor de contabilidade permitem o aumento de produtividade e de rentabilidade.

Como se dá em toda mudança cultural, há um processo de transição. A renovação, porém, é inevitável.

Agora, cabe às contabilidades que ainda não se renderam ao novo mundo adaptar-se o mais rápido possível.

E, neste processo, todos saem ganhando.

O contador ganha produtividade, redução de custo e pode agregar ainda mais valor ao serviço oferecido.

Já o cliente ganha mais qualidade, agilidade e confiabilidade nas informações.

Sem falar que, por conta da ampliação da fiscalizando e burocracia do governo, os contadores devem estar sempre antenados às novas tecnologias que surgem no mercado.

 

Fonte: DCI - SP

CFC

 

 

 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Desafio Sebrae já tem mais de 95 mil inscritos

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Estudantes universitários de todo o Brasil têm até amanhã (15) para se inscrever na competição pelo site do jogo (www.desafio.sebrae.com.br)

Suzana Prado

Divulgação
Divulgação

São três etapas virtuais e duas presenciais

Teresina - Na manhã desta quarta-feira (14), o site do Desafio Sebrae já marca mais de 95 mil universitários inscritos na competição, que é considerada o maior jogo empresarial do mundo. As inscrições terminam amanhã (15) e podem ser feitas pelo site www.desafio.sebrae.com.br

Criado há 11 anos, o Desafio Sebrae, que é destinado a universitários de todo o país, simula a gestão de uma empresa. Nesta edição, o setor a ser trabalhado é uma indústria de instrumentos musicais.

“Estamos perto de finalizar as inscrições e acredito que vamos atingir a nossa meta. O Desafio Sebrae é uma excelente ferramenta de educação empreendedora junto ao público universitário”, afirma o gestor do Desafio Sebrae no Piauí, Maurício Boavista. A coordenação nacional do jogo espera a participação, em 2010, de 135 mil pessoas.

O Desafio Sebrae revela como um empreendimento funciona, quais os riscos que devem ser corridos, as estratégias a serem traçadas, como ampliar mercados, como vender, como comprar, de que forma motivar os colaboradores desse empreendimento, entre outras situações.

“Por despertar características empreendedoras nos jovens, o principal objetivo do Desafio Sebrae é fazer com que essas pessoas, ao saírem da universidade, abram suas empresas e gerem novas oportunidades de negócios no país”, explica Boavista.

Etapas

O jogo é realizado em cinco etapas e, este ano, acontecerá entre maio e novembro. As três primeiras fases são virtuais, nas quais os competidores jogam via internet, em suas cidades. As outras duas etapas são presenciais, quando a estrutura do jogo muda e são colocados mais desafios aos participantes, fazendo com que as melhores equipes continuem na disputa.

A semifinal e a final nacional acontecerão em Recife. A equipe campeã do Desafio Sebrae ganha como prêmio uma viagem de dez dias a um centro de empreendedorismo no exterior.

O Desafio Sebrae é uma realização do Sebrae junto com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coope/UFRJ). Também conta com as parcerias do Banco do Brasil e e da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). No Piauí, o Desafio Sebrae também tem o apoio da Houston Bike.

Serviço:

Agência Sebrae de Notícias – (61) 2107-9110 e 2107-9106. www.agenciasebrae.com.br

Site do Desafio Sebrae: www.desafio.sebrae.com.br
Unidade de Atendimento Individual e Mercados do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1353
Gerente: Carlos Jorge Gomes da Silva - (86) 9429-5753

Fonte: Agência Sebrae

 

 

terça-feira, 13 de abril de 2010

20 Anos de Constituição

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Desde 5 de outubro de 1988, data da promulgação da atual Constituição Federal, até 5 de outubro de 2008 - seu 20º aniversário -, foram editadas no Brasil 3,7 milhões de normas que regem a vida dos cidadãos brasileiros. Isto representa, em média, 517 leis editadas todos os dias ou 774 por dia útil. No mesmo período houve 13 reformas tributárias, foram criados inúmeros tributos e, hoje, são editadas duas normas tributárias por hora, de acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em 2008.

O IBPT estima que as empresas devem cumprir 3.207 leis tributárias, o que representa um gasto de cerca de R$ 38 bilhões por ano para manter pessoal, sistemas e equipamentos no acompanhamento da aplicação e das modificações da legislação empresarial. Isto corresponde a 5,5 quilômetros de normas, se impressas em papel formato A4 e letra tipo Arial 12.

"O empresário brasileiro vive atormentado pela insegurança de estar cumprindo integralmente a legislação tributária. Tem a sensação que a qualquer momento um fiscal vai apontar uma falha no cumprimento de suas obrigações fiscais e ele terá que pagar multas elevadíssimas", comenta Gilberto Luiz do Amaral, advogado tributarista.

Dividindo-se a quantidade de normas editadas pelo número de habitantes do País, verifica-se que nos três anos anteriores à promulgação da Constituição de 1988 foi editada uma norma para cada grupo de 300 habitantes. Após a nova Carta Magna, foi publicada uma para cada grupo de 50 habitantes.

Em matéria tributária pós-constituição, foram promulgadas 240.210 normas, o que corresponde a mais de duas por hora. Verifica-se, ainda, que no período entre 1985 a 1988 foi editada um preceito tributário para cada grupo de 4.617 habitantes, e no período de 1989 a 2008 uma para cada grupo de 789 pessoas. "A quantidade de normas é tão grande que não existe no País ninguém que possa afirmar que conhece completamente a legislação tributária. Nem mesmo as estruturas de fiscalização conhecem e entendem plenamente o conjunto de lei", explica Amaral.

No estudo foi concluído que do total de normas editadas no Brasil, apenas 12,48% estão em vigor e, das normas tributárias promulgadas no mesmo período, somente 7,31% vigoram atualmente. "Esses números demonstram a ineficácia do sistema legislativo do País, quando a expressiva quantidade de tempo e de dinheiro é gasta para se criar e aprovar leis que depois são simplesmente descartadas", afirma Amaral. (SC)

DOCUMENTOS EM EXCESSO

Eficiência nos processos está em segundo plano

Para Fernando Castelo Branco, presidente do Conselho Temático de Economia, Finanças e Tributação da Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), "a burocracia atrapalha não só as empresas, mas o cidadão brasileiro de maneira geral. Há documento para tudo neste País".

Para ele, muitas das conquistas alcançadas pelo Ministério da Desburocratização - "que tinha à frente Hélio Beltrão, com seu trabalho sensacional no setor público nacional" - foram infelizmente anuladas.

Hoje, um documento público precisa ser autenticado em cartório, ter firma reconhecida.

Repercussão negativa

Segundo Fernando Castelo Branco, quanto mais a burocracia imperar sobre o cidadão brasileiro e a economia, maior a possibilidade de fraudes. "Os carimbos tornam os documentos falsos mais quentes, mais consistentes criando um verdadeiro mercado no submundo do crime por autenticações", pontua.

Entrave ao desenvolvimento

De acordo com ele, "os casos de abertura de contas e empresas em nomes de laranjas estão aí para comprovar. A burocracia só faz contribuir para atrapalhar o desenvolvimento do País. A eficiência e o bom senso ficam em segundo plano".

Fonte: Diário do Nordeste