Palavras do Mestre dos Mestres

Palavras de despedida do Professor Antonio Lopes de Sá no X Prolatino, realizado em novembro de 2009.

“Eu não sei quanto tempo de vida me resta. Quem me criou também determinará, naturalmente, a hora em que serei convocado para outras missões. Posso ver, nesse poente da vida, muitas coisas. Eu dediquei feriados, dias santos, horas que roubei da família para dedicar a vocês. A minha última palavra é: “Enquanto um sopro de vida me restar, ele será de vocês”. Não sou candidato a nada. Não é discurso político, mas quero estar no coração de vocês”.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cresce a busca por "atestadores de exatidão"

Notícias

 

estadao.com.br

Ligia Aguilhar, especial para O Estado


SÃO PAULO - Quando a então estudante do primeiro ano do curso de ciências contábeis Andréa Gini conquistou uma vaga de trainee na Crowe Horwath RCS, empresa internacional de auditoria independente, ela não imaginava que pouco mais de um ano após receber o diploma já ostentaria um cargo de gerência. "Nunca me imaginei nessa área, mas resolvi arriscar. No primeiro ano fui promovida a assistente e, depois, o crescimento foi muito rápido", conta satisfeita.


A rápida ascensão da profissional, porém, não é um caso isolado, já que o trabalho como auditor contábil tem sido uma das áreas mais promissoras das ciências contábeis.

 

O auditor é responsável por atestar a exatidão dos registros e demonstrações contábeis que alteram o patrimônio e a representação de uma empresa e descobrir eventuais irregularidades. O mercado para esse tipo de profissional está aquecido nos últimos anos, em razão do crescimento da economia brasileira, do aumento dos investimentos externos e a realização de eventos como a Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016 no Brasil. Além disso, mudanças na área contábil, com a vigência da Lei 11.638, a partir de 2008, e a adoção de padrões internacionais nas auditorias, aumentaram a demanda por esse tipo de serviço. Consequentemente, impulsionaram a contratação de mão de obra.

 

As empresas procuram jovens estudantes dos primeiros anos dos cursos de administração de empresas, economia, direito, engenharia e, principalmente, ciências contábeis. Oferecem treinamento e um plano de carreira no qual o funcionário pode se tornar, no nível máximo, sócio da empresa.

 

"Em uma empresa de auditoria, o negócio não passa de pai para filho, mas de sócio para gerente", diz o sócio da Price Waterhouse Coopers, Guilherme Campos. "Um funcionário com boa evolução pode crescer de trainee para sócio em cerca de 15 anos", afirma.

 

Todo ano, a empresa contrata 500 trainees, dos quais metade é destinada para a área de auditoria. Segundo Campos, nós últimos anos, a empresa dobrou o número de jovens contratados.

 

Esse aumento é reflexo do crescimento de 10% ao ano registrado pela empresa na última década na procura por serviços de auditoria. "As companhias precisam passar por um processo de adaptação para aplicar as novas leis e, como não possuem profissionais conhecedores desses processos, procuram as empresas de auditoria", explica.

 

Por causa disso, Campos estima que a demanda da companhia continue crescendo no ritmo atual de 10% ao ano até dobrar de tamanho em 2020.

 

Contratação
O presidente da Crowe Horwath RCS, Raul Corrêa da Silva, começou sua carreira como trainee aos 21 anos. Seis anos depois, abriu sua primeira empresa de auditoria e hoje comanda 250 profissionais, dos quais 30% são trainees. "Todos os anos os funcionários têm de crescer para que mais pessoas sejam contratadas. Esse é o ciclo natural da profissão", diz.

 

Os outros dois sócios da empresa, José Santiago da Luz e Mauro Ambrósio, também começaram a carreira como estagiários. "Na entrevista, sempre pergunto aos candidatos qual o salário que eles gostariam de ganhar após cinco anos. A maioria fala um valor menor do que vão ganhar efetivamente após esse tempo", diz Silva. O salário base dos iniciantes é de R$ 1,1 mil. Em cinco anos, esse valor chega a aumentar até sete vezes.

Contratado no último processo seletivo da empresa, realizado no ano passado, Gustavo Lemes, que está no terceiro ano do curso de ciências contábeis, acaba de ser promovido de trainee para assistente. "O mercado é muito bom. Para quem faz contabilidade, ser auditor é a melhor opção, porque há muita oportunidade para crescer", diz.

 

Seleção
A melhor maneira de entrar em uma empresa de auditoria é como trainee ainda nos primeiros anos da faculdade.

As principais companhias do setor oferecem treinamento aos iniciantes, além de apoio para a capacitação do profissional, com subsídio para pagamento da faculdade, cursos de idiomas, pós-graduação e atualização. "Os profissionais que nós contratamos são muito visados no mercado, justamente porque são super capacitados", diz a gerente nacional de recrutamento e diversidade da Deloitte, Ellen Moreira de Macedo.

A empresa faz um processo seletivo anual. Os candidatos passam por testes de conhecimentos gerais, dinâmicas de grupo e entrevistas. São 500 pessoas contratadas, das quais 250 são para a área de auditoria. "A demanda aumenta em torno de 10% ao ano", afirma Ellen.

 

O salário inicial varia de R$ 1,7 mil a R$ 2 mil. "Se por um lado há um plano de carreira maravilhoso, por outro há muita pressão para que a pessoa cresça, já que, a cada ano, o funcionário deve ser promovido", diz.

Na Crowe Horwath RCS, o recrutamento é feito duas vezes ao ano. Cada processo tem cerca de 4 mil candidatos, dos quais cerca de 20 são contratados. O processo inclui análise de currículo, dinâmica de grupo e entrevista individual. Os contratados ficam em treinamento por três meses.

 

Fonte: CFC

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Lançamento do guia IFRS e CPCs - A nova contabilidade brasileira


Notícias

Assessoria de Imprensa PwC

Lançamento do guia IFRS e CPCs - A nova contabilidade brasileira - Impactos para os profissionais de RI - desenvolvido pela PwC e pelo IBRI 

 
A PwC e o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) promovem dia 21 de outubro (quinta-feira), durante café da manhã na PwC, o lançamento do guia IFRS e CPCs - A nova contabilidade brasileira - Impactos para os profissionais de RI.

 
A publicação, elaborado numa parceria entre os profissionais da PwC e IBRI, visa oferecer orientações e informações que contribuam para facilitar o processo de adequação às novas normas e minimizar eventuais riscos na divulgação de dados financeiros.

 
Serviço:
Lançamento do Guia IFRS e CPCs - A nova contabilidade brasileira - Impactos para os profissionais de RI.
Data: 21 de outubro de 2010 (quinta-feira)
Horário: 8h30
Local: Av. Francisco Matarazzo, 1.400 - 16º andar - Torre Torino - Barra Funda (São Paulo-SP)
Inscrições: e-mail ibri@ibri.com.br
Informações: (11)3106-1836

 

Fonte: Agência Sebrae

 

 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

País precisará rever idade mínima de aposentadoria, diz coordenadora do Ipea

Notícias

O envelhecimento da população brasileira deve levar o País a aumentar a idade mínima para a aposentadoria e acabar com a aposentadoria compulsória, defendeu nesta quarta-feira, 13, a coordenadora de População e Cidadania do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Ana Amélia Camarano. "É importante acabar com a aposentadoria compulsória. Ela é fruto de preconceito", disse durante a divulgação do Comunicado do Ipea nº 64 - PNAD 2009: Primeiras Análises - Tendências Demográficas, no Rio.

Ana Amélia afirmou que o envelhecimento da população vai requerer outras medidas, como uma revisão da idade mínima para aposentadoria. "Estamos vendo isso na França, que está praticamente parada, e também é uma Tendência para o Brasil", disse. Segundo ela, esse tipo de medida é positiva para a Previdência e também para os idosos, que se beneficiariam da maior permanência no mercado de trabalho.

"Isso é importante do ponto de vista da questão previdenciária e fiscal e do ponto de vista do indivíduo. Principalmente para o homem, a saída do mercado de trabalho significa uma importante desintegração social. Com isso, aumentam os índices de alcoolismo, de Depressão e até de suicídios", comenta.

O comunicado do Ipea projeta que a população brasileira deve parar de crescer por volta de 2030, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A tendência, diz o documento, é resultado da combinação da queda da mortalidade com a redução da fecundidade. O estudo mostra que a população idosa (com 60 anos ou mais), que respondia por 7,9% da população brasileira em 1992, passou a responder por 11,4% em 2009.

"É importante que as pessoas vejam o trabalho do idoso com menos preconceito, até porque senão não haverá gente para trabalhar no futuro", disse Ana Amélia.

Ela afirmou que o País tem avançado na redução da pobreza entre os idosos e apontou como uma das causas o fato de o piso da aposentadoria ser o salário mínimo. "É importante que essa redução acentuada da pobreza entre os idosos se mantenha. Uma das razões é que o piso do benefício é o salário mínimo. Então é importante que não haja desvinculação", defende.

Fonte: Agência Estado

Classe Contábil

 

 

 

PCASP representa modernização para a contabilidade pública

Notícias

Por Tiago Vieira

O principal objetivo do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), é uniformizar as práticas contábeis públicas. Consolidado em 2010 pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), é considerado um avanço da contabilidade pública e promete benefícios para toda a classe contábil e para a sociedade.

A padronização de um plano de contas tem sido considerado o principal benefício do PCASP. Segundo o coordenador geral de normas de contabilidade da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Paulo Henrique Feijó: “Com um plano de contas padronizado, o trabalho dos contadores será facilitado, pois o nível de disseminação da informação e assimilação das mudanças será maior e os contadores poderão falar a mesma linguagem”.

O processo de padronização auxila na comparabilidade. Se todos os estados fizerem contabilidade do mesmo jeito, será possível comparar a situação entre eles. Por outro lado, a padronização da contabilidade é uma Tendência mundial. Assim, uma empresa multinacional não precisará adaptar seus balanços, deixando o processo contábil mais simplificado.

O contador e administrador Wellington Silva, trabalha há mais de 10 anos com contabilidade pública. Para ele, o principal benefício e também um grande desafio do PCASP é a atualização dos profissionais: “É preciso estudar. Muitos contadores precisarão abrir os livros, fazer pesquisa e até mesmo voltar as faculdades para tentar absorver e se atualizar dos novos conceitos que serão aplicados a contabilidade pública”.

Esses novos conceitos precisam ser interpretados pelo contador e refletidos no lançamento contábil. O plano de contas vai auxiliar o profissional a assimilar esses conceitos e colocá-los em prática. Para Paulo Henrique Feijó, “o grande diferencial do plano de contas é ser um instrumento que vai transformar em prática a teoria que vem sendo discutida”, afirma o contador.

A Sociedade será de fato a maior beneficiada com o processo de padronização das contas públicas. A transparência contábil promovida pela padronização será um instrumento contra a corrupção. O sócio-diretor da ASPEC, empresa desenvolvedora de softwares na área de gestão pública, Luciano Peixoto, acredita nisso. “Quando a União, os estados e municípios fizerem contabilidade do mesmo jeito, será possível comparação desses lançamentos contábeis. Consequentemente, haverá mais transparência no uso do dinheiro público”, diz Luciano.

O PCASP é um dos principais marcos da contabilidade pública, pois muda a organização das informações contábeis. É uma mudança que aproxima a contabilidade pública da contabilidade comercial trazendo um novo modo de fazer contabilidade.

Mais sobre o PCASP:

O Tesouro Nacional promoveu mais uma Ação do seu Planejamento Estratégico no sentido de padronizar os procedimentos contábeis entre os entes da Federação (União, Estados, DF e Municípios), visando a consolidação das contas públicas e a sua convergência metodológica e conceitual às Normas Internacionais e às Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público, conforme estabelecem a Portaria MF 184/2008 e o Decreto 6.976/2009. Esta iniciativa apoiará o processo de construção dos Planos de Contas por parte dos Estados, Distrito Federal e Municípios.”

O PCASP será obrigatório em 2012 para a União, Estados e Distrito Federal e 2013 para os municípios.

Mais informações sobre o PCASP:

http://www.tesouro.fazenda.gov.br/contabilidade_governamental
 
http://www.financaspublicas.com.br

Fonte: Classe Contábil

 

 

 

Portal Sebrae tem novas dicas de ideias de negócios

Notícias

Marketing digital e consultoria virtual são os novos conteúdos disponíveis para quem pensa empreender

Mariana Flores

Brasília - Diante do sucesso dos negócios digitais, o Sebrae formatou duas novas propostas dentro do Projeto Ideias de Negócios. A instituição vai dar dicas de como montar agências de marketing digital e empresas de consultoria virtual. As novas sugestões foram adicionadas ao banco de dados que contém mais de 420 títulos.

“A intenção não é ensinar o empreendedor a fazer operacionalmente o marketing digital ou a consultoria virtual. Na verdade, são disponibilizadas informações importantes às quais o empreendedor deve estar atento caso decida abrir aquele negócio. São informações sobre o mercado em que o negócio está inserido, perfis de pessoal requisitado e exigências legais relacionadas a esse negócio, entre outras”, explica a analista técnica – trainee do Sebrae Nacional, Tatiana Ferraz Sá.

Idéias de Negócios são documentos elaborados para determinada atividade produtiva com o objetivo de disponibilizar informações gerais direcionadas para quem deseja iniciar um empreendimento. De janeiro a agosto deste ano, as páginas do Idéias de Negócios receberam mais de 1,5 milhão de acessos.

O foco do projeto agora são os negócios inovadores e ainda pouco explorados, principalmente os digitais. As novas opções podem ser acessadas no endereço http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/que-negocio-abrir/ideias.

O negócio de Marketing Digital está entre as principais ações de marketing e comunicação que as empresas da era da tecnologia da informação podem utilizar. Essa atividade é realizada por meio da internet ou de dispositivos móveis e seu objetivo é divulgar e aumentar a comercialização de produtos, conquistar novos clientes e melhorar a rede de relacionamentos das empresas.

Dentre os principais serviços oferecidos, pode-se destacar a produção de banners, e-mail marketing, marketing viral, dentre outros, como campanhas e monitoramento de mídias sociais, gestão de links patrocinados e otimização de sites.

As empresas de consultoria virtual utilizam a internet como canal para a realização de negócios. Uma empresa de consultoria virtual é a nova forma encontrada por empreendedores para diferenciar seus serviços daqueles que são oferecidos convencionalmente. O foco dessa Idéia de Negócio é na consultoria empresarial, cujos principais serviços oferecidos são a elaboração de planos de negócios, organização e elaboração de planilhas financeiras, desenvolvimento de estratégias competitivas, entre outros.

O Idéias de Negócios ajuda o empreendedor a traçar um perfil do ambiente em que poderá vislumbrar um possível negócio. O desenvolvimento das sugestões segue uma metodologia específica e esses documentos são divididos em 24 capítulos: Apresentação do Negócio, Mercado, Localização, Exigências Legais Específicas, Estrutura, Pessoal, Equipamentos, Matéria Prima/Mercadoria, Organização do processo produtivo, Automação, Canais de distribuição, Investimentos, Capital de giro, Custos, Diversificação/agregação de valor, Divulgação, Informações fiscais e tributárias, Eventos, Entidades em Geral, Normas Técnicas, Glossário, Dicas do Negócio, Características Específicas do Empreendedor e Bibliografia Complementar.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 2107-9106, 2107-9110, 8118-9821 e 9977-9529
www.agenciasebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae – 0800 570 0800

Fonte: Agência Sebrae

 

 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Um mundo à espera dos contadores tipo exportação

Notícias

 

Jornal do Comércio - RS

Lara Ely

Trabalhar com auditoria e consultoria contábil no exterior parece ter uma recompensa à altura de seus desafios. Os altos salários, o plano de carreira, além de treinamento e qualificação constantes, são apenas parte dos benefícios. Somado a isso, a constate tarefa de tomar decisões em nível internacional e a completa falta de rotina no ambiente corporativo fazem deste trabalho um dos preferidos pelos jovens contadores.

 

Prova disso é um recente estudo promovido pelo instituto sueco Universum, que mostrou que, depois do Google, as quatro maiores empresas de auditoria do mundo - KPMG, Ernst & Young, PWC e Deloitte - estão entre as cinco companhias do mundo mais atraentes para se trabalhar. Mais do que coroar o esforço e trajetória merecidos dessas companhias, o estudo deflagra um novo e crescente cenário de oportunidades para os profissionais contábeis: a contabilidade internacional.

 

O ranking do Universum, instituto especializado em serviços de pesquisa, consultoria estratégia e soluções que permitam que os empregadores compreendam melhor, atraiam e mantenham os funcionários, aponta as 50 empregadoras mais atraentes na visão de 130 mil profissionais.

 

Os rankings estão baseados nas opiniões de cerca de 130 mil estudantes das principais instituições acadêmicas do mundo em 12 economias de destaque - Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Brasil, Espanha, Canadá, Rússia e Índia.

 

Na opinião do presidente do Universum, Michal Kalinowski, 2010 foi um bom ano para o setor de auditoria, já que as quatro principais empresas ocuparam quatro dos cinco primeiros lugares do ranking. Segundo ele, as firmas de auditoria e as companhias de produtos de consumo de grande saída estão reconquistando seus talentos, que andaram flertando com a indústria de tecnologia da informação.

 

As corporações multinacionais estão mais cientes dos desafios atuais e futuros de uma força de trabalho cada vez mais reduzida. Para reter e assegurar o fluxo de talentos, as empresas precisam desenvolver uma estratégia de atração desses profissionais e de consolidação de sua marca, aconselha Kalinowski.

 

Portas abertas para a liderança

 

Cenário desafiador, funcionários expostos a empresários de nível internacional, contato muito próximo com os executivos, assim é o ambiente de trabalho da KPMG. Aliado ao desenvolvimento profissional e às recompensas salariais, ele é um dos principais atrativos para os seus 140 mil colaboradores, que estão espalhados por 146 países no mundo - no Brasil são 2.700. A opinião é da diretora de Recursos Humanos Adriana Zanni.

 

"Desde que entra na empresa, o profissional é direcionado para o desenvolvimento de carreira, recebendo diversos treinamentos desde cedo", afirma.

 

As qualificações não se referem apenas a aspectos técnicos. Os funcionários recebem treinamentos comportamentais, o que, na opinião de Adriana, é decisivo para o crescimento dos funcionários na empresa. "Aqui, temos a remuneração muito focada na meritocracia. Isso tem tornado a gente uma das empresas mais interessantes", explica.

 

Transparência nos relacionamentos, o foco no ganha-ganha, trabalho em time e uma política de portas abertas com os gestores e líderes são características que acabam sendo adquiridas - ou formadas - por estas grandes companhias que atuam em ritmo, escala e interação global. "Quanto mais você expõe os jovens a essa internacionalização, mais você reforça esses valores", afirma.

 

Para o presidente da KPMG no Brasil, Pedro Melo, a classificação obtida na pesquisa demonstra que os estudantes reconhecem o importante papel desempenhado pela organização, em um ambiente de negócios global e complexo como o atual. "Nosso foco no desenvolvimento da multidisciplinaridade e da possibilidade de vivencia de valores também foram reconhecidos pelos entrevistados nesta pesquisa", afirma. 

 

Dentre os pré-requisitos necessários para atuar na organização, as competências de saber trabalhar em equipe, relacionar-se bem e ser curioso estão entre as características mais importantes. Gostar de estudar e ser uma pessoa disponível para o aprendizado e mudança de rotina são outros fatores. Ainda entre os diferenciais da empresa, destaca-se o programa de intercâmbio exclusivo para trainees Global Intership Program, um estágio internacional de três meses.

 

Da vestimenta à forma de falar

 

Cada detalhes do comportamento é observado pelos headhunters que trabalham em uma grande empresa de auditoria. O comprometimento com o foco na carreira é um aspecto que a equipe de seleção percebe logo de cara. Mesmo priorizando candidatos com esse perfil, a equipe de recrutamento de novos funcionários da Deloitte não contrata profissionais prontos, mas em fase de formação.

 

Como a empresa não oferece um emprego - e sim um plano de carreira - ela se responsabiliza for formar esse profissional e servir de escola para seu amadurecimento. 

 

Quem entra na empresa não precisa saber de cor as últimas novidades das normas internacionais de contabilidade - os IFRS. "Este não é um pré-requisito. Faz parte dos treinamentos que damos", explica a gerente nacional de recrutamento e diversidade da Deloitte, Ellen Macedo. O primeiro desafio, segundo ela, é sair do mundo da faculdade e entrar no mundo corporativo. "No treinamento tem que orientar os comportamentos para agir em um novo mundo. Mudança de cenário, sair do cenário universitário, e incorporar a postura de um profissional que pertence a uma empresa global", explica. Para se comunicar com este público-alvo, a empresa foi inclusive levada a seguir o caminho da convergência digital e aderiu às mídias sociais, criando perfis no Facebook e no Twitter.

 

Mas não é só no começo da carreira que os treinamentos acontecem. Eles acompanham os funcionários em todas etapas dentro da organização. Todos os anos ocorrem treinamentos de reciclagem que atingem toda a empresa, de ponta a ponta da gestão - desde os sócios aos profissionais que ainda estão na universidade, sem muita experiência.

 

O que torna a Delloite uma das empresas mais atrativas para trabalhar no mundo envolve seu processo de gestão. Gerenciar clientes, equipes, com salários e benefícios inerentes a função, e a oportunidade de se tornar um gerente sênior, diretor e até sócio da empresa - o País conta com 136 sócios. Essa é uma das explicações de Ellen.

 

Outro motivo seria o fato de o profissional já ser contrato diretamente, sem passar por etapas como o estágio ou o trainee. "Efetivamos todos os que entram na empresa. O profissional entra na empresa e já é alocado em uma das seis áreas em 11 escritórios e 140 países", explica ela.

 

O céu é o limite

 

Ontem na indústria de varejo, hoje na instituição financeira, amanhã em uma metalúrgica. Janeiro no Brasil, junho em Cingapura, outubro no Chile. Mobilidade, dinâmica e ausência de rotina são características clássicas do trabalho em auditoria. Diante desta diversidade de cenários, idiomas e ambientes corporativos, estar pronto para tomada de decisões é indispensável para um funcionário de uma empresa de auditoria.

 

Outro desafio é a cobrança sobre a evolução no idioma inglês. Fora isso, estar atento às novidades legais é uma obrigação, mas desde que os padrões da contabilidade brasileira alinharam-se ao padrão global, essa dificuldade caiu por terra: os padrões de trabalho da firma são iguais em qualquer lugar do mundo.

 

Ao recrutar novos colaboradores, a PricewaterhouseCoopers mira na vontade de trabalhar, identidade com a cultura da empresa e foco no plano de carreira. Pequenos na lista, mas complexos na seleção, os requisitos pretendidos pela companhia são avaliados durante rigoroso processo de seleção. Nele, não é avaliada a capacidade técnica, mas os atributos pessoais. "Avaliamos o potencial do candidato como indivíduo. Treinamento e ferramentas para trabalhar se dá internamente, após a seleção", afirma Carlos Biedermann, sócio da PwC - Brasil e líder da companhia na região Sul.

 

Na PwC, as limitações para o crescimento ficam a cargo da capacidade do indivíduo e da existência de mercado. O crescimento dentro da carreira está relacionado a estas variáveis. Para oportunizar essa evolução, fortes doses de treinamentos e desenvolvimento pessoal são não apenas oferecidos como exigidos dos funcionários.

 

"A nossa quantidade de treinamento é muito maior do que a média das empresas", afirma Biedermann. A possibilidade de formação de network - a rede de contatos profissionais - e a ausência de rotina são outros atrativos da empresa. "O relacionamento com os públicos interno e externo é diferenciado e crescente", afirma. 

Sempre existe forma de melhorar, e por isso, a PwC mantém práticas de monitoramento diário para qualificar seu corpo funcional. Pensando nisso, também não deixa de lado o bem-estar de seus funcionários, e, por isso, investe pesado na qualidade de vida. Além de cada pessoa na firma ter o seu coach (uma espécie de tutor, que ajuda a pessoa a evoluir), permite o colaborador levar os seus temas pessoais e discutir.

Exemplo disso é uma funcionária da região Sul que após dar a luz quadrigêmeos, teve a sua função e horário de trabalho adaptados para dar atenção à família e continuar trabalhando. Presente em 150 países, a PWC possui 13 escritórios no Brasil e 4 na Região Sul. No Brasil são 4,5 mil funcionários e no mundo, 150 mil. 

 

Fonte: CFC

 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Andrew McAfee defende inclusão de brasileiros na internet 2.0

Notícias

Professor da Universidade Harvard achou preços de computador muito caros no Brasil e sugeriu para a aceleração do acesso ao mundo virtual para brasileiros

Vanessa Brito

Bernardo Rebello

Andrew McAfee, durante palestra no Sebrae

Brasília
- Cerca de 200 colaboradores do Sebrae participaram da palestra feita na sede da instituição, em Brasília, por Andrew McAfee, professor de TI da Universidade Harvard e especialista em web 2.0. Convidado da Universidade Corporativa do Sebrae, ele afirmou que o Brasil deve acelerar o processo de acesso ao mundo virtual e à internet 2.0 para sua população.

“Se tivesse sido eleito presidente do Brasil, no domingo passado, cortaria os impostos de importação dos computadores e facilitaria o acesso a internet no País”, brincou o especialista. McAfee propôs uma nova abordagem ao governo brasileiro para o assunto: é mais importante as pessoas poderem usar computadores em vez de defender mercado para poucos fabricantes nacionais do equipamento.

“O Brasil precisa de trabalhadores qualificados e, hoje em dia, trabalhadores com conhecimento portam computadores e acessam a internet”, justificou McFee, cuja palestra aconteceu na manhã desta quinta-feira (7/10), no auditório do Sebrae, em Brasília (DF).

Os preços de computadores estão caindo no mundo todo e apenas o cabeamento com fibras óticas não basta para garantir acesso a internet, segundo ele. A solução para países com grande extensão territorial como o Brasil, é aumentar o acesso à internet banda larga por meio das empresas de telecomunicações, que podem se interligar às infovias para disponibilizar conexão sem fio a todas as regiões do País.

Segundo ele, isso já acontece na Índia. “Em Madagascar estão construindo cabeamento debaixo do mar e a infovia atravessa o país”, informou. Nos Estados Unidos, o cabeamento de cobre foi feito e alcança toda a população.

O mundo virtual não é alternativa ao mundo real, nem pretende substituir os relacionamentos presenciais, enfatizou McAfee. “Isso não significa que seja mais importante do que o mundo real”, ressaltou. “Encontros face a face continuarão a existir, até para conversas mais difíceis. Essas tecnologias são muito importantes para antes e depois da interação real, ponderou o especialista.

As tecnologias sociais vão ajudar a encontrar inteligências que podem contribuir para a construção do conhecimento e de soluções, mesmo não estando conectadas à internet, explicou. A construção do conhecimento sempre se dará por meio da soma de contribuições de indivíduos e grupos de pessoas diferentes e de todas as partes do mundo.

Até o momento, a lição aprendida com a web 2.0 é de que não se deve contar apenas com a visão dos especialistas, mas também agregar pessoas motivadas por diferentes razões ao contínuo desafio de construir o conhecimento,  ensina o palestrante. McAfee afirma que as ferramentas da internet 2.0 imprimem muita velocidade ao ritmo da evolução do conhecimento, tornando mais fácil o processo de construção colaborativo e aumentando os desafios para a humanidade.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 2107-9106, 2107-9110, 8118-9821 e 9977-9529
www.agenciasebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800

Fonte: Agência Sebrae