Palavras do Mestre dos Mestres

Palavras de despedida do Professor Antonio Lopes de Sá no X Prolatino, realizado em novembro de 2009.

“Eu não sei quanto tempo de vida me resta. Quem me criou também determinará, naturalmente, a hora em que serei convocado para outras missões. Posso ver, nesse poente da vida, muitas coisas. Eu dediquei feriados, dias santos, horas que roubei da família para dedicar a vocês. A minha última palavra é: “Enquanto um sopro de vida me restar, ele será de vocês”. Não sou candidato a nada. Não é discurso político, mas quero estar no coração de vocês”.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Falta de correção de tabela do IR corrói parte dos aumentos reais

Notícias

 

Valor Econômico

Conjuntura: Impacto da medida depende da data-base da categoria e do salário do trabalhador

Marta Watanabe | De São Paulo

A falta de correção da tabela de Imposto de Renda (IR) para 2011 irá corroer uma parte expressiva dos aumentos reais obtidos por algumas categorias nas negociações salariais do ano passado. O impacto depende da data-base da categoria e também do salário do trabalhador.

Na negociação salarial dos metalúrgicos do ABC, em setembro, foi negociado um aumento real de 4,52% (pago além da inflação). Para quem ganha o que é considerado a média salarial da categoria, esse ganho real pode cair para 3,22% quando a conta inclui a parcela a mais que o trabalhador passará a pagar de Imposto de Renda este ano. Para quem está no teto, o reajuste real cai pela metade - de 4,52% para 2,15% porque o desconto do IR é maior. Nos químicos, considerando o salário médio, o aumento real ficou em 1,34%, levando em consideração o Imposto de Renda extra deste ano, percentual que é bem menor que os 2,48% acima da inflação negociados na data-base. Os cálculos foram feitos pela ASPR Auditoria e Consultoria.

A perda com o IR acontece porque não houve correção de valores para as faixas salariais da tabela progressiva. Ou seja, os trabalhadores terão seu imposto devido sobre os salários deste ano calculados com base na mesma tabela que vigorou no ano passado. A última correção da tabela progressiva aconteceu de 2009 para 2010, quando as faixas de valores tiveram reajuste de 4,5%.

Sem nenhum tipo de correção para este ano, um simples reajuste de salário pela inflação pode fazer um trabalhador, que antes estava inteiramente na faixa de isenção do imposto, passar a contribuir com 7,5% sobre uma parcela do valor do contracheque. Nesse caso, esse trabalhador terá, na prática, uma elevação de salário abaixo da inflação.

No caso das categorias que tiveram reajuste real, como metalúrgicos do ABC, químicos e bancários, por exemplo, a tendência é uma correção com ganho real menor. O levantamento da ASPR mostra, por exemplo, que um metalúrgico do ABC com salário de R$ 2.326,44 em janeiro do ano passado, por exemplo, estaria ganhando R$ 2.535,82 atualmente. A correção considera o aumento total de 9% obtido pela categoria, composto pela reposição da inflação (4,29%) mais aumento real de 4,52%.

Com o novo salário, porém, esse metalúrgico passou a pagar R$ 99,43 de Imposto de Renda ao mês. Em janeiro do ano passado, pagava R$ 68,03. "Isso acontece, porque todo o aumento de salário obtido por esse trabalhador ficou sujeito ao pagamento de 15% de IR, que é a faixa que o valor já alcança na tabela", diz Isabella Gomes, da ASPR. Com a mordida do IR, o aumento de salário líquido desse trabalhador fica em R$ 177,97, o que resulta num reajuste real de 3,22%.

No caso do metalúrgico do ABC que ganhava o teto de R$ 7 mil no ano passado, a corrosão do aumento real é maior. A explicação é simples. Esse trabalhador fica sujeito à alíquota máxima da tabela, de 27,5% (paga por todos que recebem mais de R$ 3.743,19). Com o reajuste de 9% obtido no ano passado, o salário hoje é de R$ 7.630, e ele é obrigado a pagar R$ 173,25 a mais de IR em relação ao valor retido antes. Esse aumento do IR reduz seu aumento real de salário 4,52% para 2,15%.

Com o mesmo tipo de cálculo, e levando em conta as médias salariais da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, o reajuste real de 2,48% obtido pelos químicos no ano passado cai para 1,34%. Foi levada em consideração uma média salarial de R$ 2.382,14 em 2010. O valor alcança a faixa salarial de 15%. A categoria obteve no ano passado aumento total de 8%, sendo a inflação de 5,39%. No salário considerado como teto, a elevação real cai de 2,48% para 0,39%.

No caso dos bancários, o reajuste real de 3,08% cai para 1,1% levando em conta a média salarial paga pelas instituições financeiras. O efeito é grande nesse caso, explica Isabela, porque a média salarial levada em consideração - R$ 3.840,57 - já alcança a faixa de 27,5% na tabela de IR.

 

Fonte: Valor Econômico

CFC

 

 

 

CFC e CRCRS discutem convênio com universidades de Portugal

Notícias

 

Por Neca Micheletto - CRCRS


Hoje(17) pela manhã, na sede do CRCS, o presidente do CRCRS, Zulmir Breda; o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC, Enory Spinelli; a Conselheira do CFC, Ana Tércia Lopes Rodrigues; o coordenador da comissão do Exame de Suficiência do CFC, José Joaquim Boarin, a diretora Executiva do CFC, Elys Tevânia Carvalho; o diretor Executivo do CRCRS, Luiz Mateus Grimm; o coordenador de Desenvolvimento Profissional do CFC, Edson Cássio Pereira; representantes das universidades de Aveiro e Minho, Joaquim Pinho e Lúcia Maria Rodrigues, respectivamente, discutiram a possibilidade de firmar convênio com a UFRGS para a realização de cursos de mestrado e doutorado, em Porto Alegre. À tarde, a comitiva irá se reunir com a diretoria e coordenação do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal do rio Grande do Sul     

CFC e CRCRS


Em pauta a implantação de cursos de mestrado e doutorado na UFRGS
 
Dando prosseguimento as conversações para a implantação de cursos de mestrado e doutorado em Ciências Contábeis na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), hoje (17) à tarde, a comitiva que esteve reunida pela manhã no CRCRS (informação abaixo), acrescida do presidente do CFC, Juarez Carneiro; do chefe de departamento de Ciências Contábeis da UFRGS, Ceno Kobs; e do diretor da Faculdade de Ciências Econômicas, também da Universidade Federal, Hélio Helkin; debateram, mais detalhamente, o processo e os passos a serem seguidos, a fim de viabilizar o convênio entre a UFRGS e as Universidades de Minho e Aveiro, de Portugal.

Fonte: CFC

 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Programa do Sped para PIS e Cofins sairá em fevereiro

Notícias

DCI

SÃO PAULO - O programa validador e assinador para a entrega da Escrituração Fiscal Digital da Contribuição PIS/Cofins (EFD-PIS/Cofins), que faz parte do Sistema Público de Escrituração Fiscal (Sped), será disponibilizado para todos os contribuintes em fevereiro de 2011, de modo a permitir que as empresas realizem testes em seus arquivos e promovam os ajustes necessários em seus sistemas, informou a Receita Federal ao DCI, na última sexta-feira.

 

"Entre os dias 17 e 21, a Receita fará testes e até o final do mês pode ser que o programa esteja disponível", acredita o especialista fiscal da Aliz, Jorge Campos, que também é administrador do blog Sped Brasil, atualmente com quase 12 mil usuários.

 

A Receita informou que disponibilizará ainda em fevereiro um guia prático para auxiliar o contribuinte na geração da escrituração, assim como perguntas e respostas frequentes e modelos de escrituração que poderão ser utilizados como referência.

 

Já Marcelo Ferreira, supervisor de suporte da Easy Way, tem dúvidas se a disponibilização do programa validador se dará antes de março, prazo final da Receita para a divulgação.

 

Este sistema servirá para que as empresas e o fisco não tenham problemas com os créditos devidos ou não de PIS/Cofins. De acordo com dados da Receita, a arrecadação de PIS/Pasep e Cofins, de janeiro a novembro de 2010, cresceu 12,59%, em comparação com o mesmo período do ano passado, ao passar de R$ 144.003 milhões para R$ 162.715 milhões. Esses impostos respondem por 31,40% da arrecadação.

 

Preocupação
A disponibilização do programa é uma das maiores preocupações das empresas. A Aliz divulgou na última sexta-feira balanço com a comunidade Sped Brasil, para identificar qual seria o tema do projeto Sped de maior relevância, ou aquele que mais preocupa os contribuintes hoje. A maior preocupação deles é o EFD-PIS/Cofins. "Percebemos que ainda há dúvidas dos contribuintes e das empresas de TI e nos contribuintes sobre a sistemática do PVA (programa validador) da EFD-PIS/Cofins somada à falta de conhecimento da legislação PIS/Cofins, que não é tão simples quanto parece. Concluímos, desta forma, que a RFB precisa disseminar informações do projeto PIS/Cofins", diz o texto.

 

O presidente da Easy Way do Brasil, Reinaldo Mendes Júnior, explica que as principais dificuldades provêm dos dados que não constam no Sped Fiscal, ou seja, todas as notas de serviço não tributadas pelo ICMS que não eram declaradas na EFD. Outros movimentos não provenientes de documentos fiscais, mas que geram base para PIS e Cofins e créditos originários do ativo imobilizado, também são questionados.

 

Marcelo Ferreira comenta que o nível de informação aumentará com o EFD-PIS/Cofins. "A empresa terá que detalhar o imposto calculado item por item. Dependendo da empresa, por exemplo, são emitidas 100 notas fiscais eletrônicas por mês, sendo que cada uma tem oito a nove itens, então multiplicando tudo, o volume de trabalho aumentará, o que gera preocupação para muitas empresas", contextualiza o especialista da Easy Way. O período de fatos geradores para a entrega da EFD-PIS/Cofins foi postergado. O primeiro mês a ser declarado será abril deste ano e entregue em 7 de junho, um adiantamento de um trimestre.

 

Esta nova data deve ser seguida por empresas sujeitas a acompanhamento econômico-tributário diferenciado. Serão mais de 10 mil empresas obrigadas. A segunda etapa ser para as empresas de lucro real (137 mil) e em janeiro de 2012, o total de 1 milhão e 200 mil empresas deverão estar adaptadas, segundo Jorge Campos.

 

O fisco aconselha as empresas e aos contadores a começarem o quanto antes o estudo e a preparação para cumprimento desta obrigação, em virtude do volume elevado de regras previstas na legislação para estes tributos. O atraso ou omissão na entrega do conteúdo apurado no novo sistema acarretará multa de R$ 5 mil por mês ou fração.

 

Para Jorge Campos, é provável que não a Receita não postergue ainda mais o prazo. "Foi a primeira vez que ela adiantou o período de vigência para a adaptação a um sistema do Sped, pode ser que agora ela não veja necessidade de adiar ainda mais", avalia.

 

Fonte: CFC

 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Estudo chancela trabalho das grandes auditorias e mostra que a concentração no setor não foi negativa

Notícias

 

Valor Econômico

Por Nelson Niero, de São Paulo 

As grandes firmas de auditoria são as mais qualificadas para a checagem dos balanços e quanto melhor for a governança da companhia auditada, melhor tende a ser o resultado da auditoria. Essas são as principais conclusões do estudo "Determinantes da Qualidade das Auditorias Independentes no Brasil", tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo por Gillermo Oscar Braunbeck, da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

Em tempos de críticas renovadas à profissão, com algumas das grandes auditorias de volta ao noticiário sobre escândalos contábeis, a chancela ao trabalho das chamadas "Big Four - Deloitte, PricewaterhouseCoopers (PwC), KPMG e Ernst & Young - parece contraditória. Mas - e as firmas de menor porte vão ranger os dentes - algo diferente dessa conclusão é que seria surpresa.

Estudos anteriores no exterior já haviam mostrado que, basicamente, as grandes têm mais a perder no caso de problemas - teoria testada na prática pela defunta Arthur Andersen -, o que serviria de "estímulo" para que elas se esmerem mais.

Apesar de não ser absoluta novidade, e talvez por conta da escassez de estudos acadêmicos no Brasil sobre auditoria, Braunbeck contou ao Valor, em entrevista na sede da Fipecafi, em São Paulo, que a conclusão surpreendeu o economista Gustavo Loyola, com quem trocou ideias durante a pesquisa. O ex-presidente do Banco Central teve, no seu segundo mandato à frente da instituição, entre 1995 e 1997, papel decisivo na adoção do rodízio obrigatório das auditorias dos bancos, depois estendido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para todas as empresas de capital aberto.

"Loyola considerou importante esse ponto, porque mostra que talvez a concentração das auditorias nos últimos 20 anos não tenha sido uma coisa ruim", disse. "A gente tende a achar que quanto mais concorrência melhor, mas no mercado de auditoria alguma concentração é bom."

As grandes agradecem o reconhecimento, mas vão ter problemas em engolir outra conclusão do estudo: o tempo de relacionamento com os clientes pode prejudicar a qualidade.

Desde o tempo de Loyola à frente do BC, e sua resposta às crises dos bancos Econômico e Nacional, as auditorias vêm tentando derrubar a tese, que é polêmica. Outros estudos não chegaram ao mesmo entendimento, e o Brasil é um dos poucos países que adotaram a rotação de firmas.

Braunbeck admite que precisou "espremer o modelo para sair alguma coisa" - o que no processo acadêmico significou passar de um método estatístico para outro mais "sofisticado" (regressão linear em dois estágios). "Lá no fundo surgiu algo sugerindo que o rodízio possa ser justificado", disse. "Mas é um fator de segunda ordem." (Ainda assim, comenta-se que alguns diretores da CVM deram saltos de alegria quando souberam da novidade.)

O que não deixou nenhuma dúvida, na análise feita por Braunbeck, que envolveu companhias com ações em bolsa entre 1998 e 2008, é a estrutura de poder e a relação entre controlador e minoritários. "O grande propulsor de qualidade é a governança. Essa é a grande conclusão da tese."

De novo, talvez não seja nenhuma surpresa para quem conhece os meandros da legislação societária brasileira - e Braunbeck está ciente que a academia costuma colocar dentro de um método aquilo que a prática já consagrou. O conselho de administração é responsável, segundo a Lei das Sociedades por Ações, pela contratação, monitoramento, pagamento e destituição dos auditores. "Numa empresa com controlador definido ou com grande concentração de capital, o conselho é absolutamente dominado pelo controlador", disse "Nesse caso, o auditor tem que discutir as coisas desagradáveis com quem o contrata, é uma situação de constrangimento, de limitação da independência."

Para ele, teria que vir uma nova onda de regulação que exigisse, por exemplo, a criação de um comitê de auditoria com membros independentes para se contrapor aos efeitos da concentração de controle.

Além da concentração, do tamanho das auditorias e do tempo de relacionamento, Braunbeck usou outras variáveis como endividamento da companhia auditada (que se mostrou nula) e especialização do auditor (quanto mais, melhor) para construir o que chamou de "Índice de Qualidade das Auditorias" (Iqua).

Para cada demonstração de resultados anual das empresas com ações em bolsa entre 1998 e 2008, Braunbeck colocou oito questões, como se houve republicações exigidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), se o auditor foi processado pela autarquia e se o parecer do auditor foi emitido mais de 60 dias depois da data-base das demonstrações.

Não era o propósito da pesquisa, disse, saber se a auditoria estava melhorando ou não, mas não há dúvida de que houve uma evolução. "Quando se compara estatisticamente, ano a ano, o Iqua é melhor no fim do que no começo."

"Foi um período em que houve aumento do controle dos órgãos reguladores, e do próprio setor, com mais processos de qualificação, como a chamada revisão entre os pares."

Auditorias enfrentaram vários escândalos na última década

O trabalho de Gillermo Oscar Braunbeck começa, de forma um tanto informal para os padrões das teses de doutorado, com a reprodução de um diálogo extraído do livro "A Arte da Política", do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em que ele é avisado, em meados de 1995, pelo então presidente do Banco Central Gustavo Loyola sobre a situação crítica do banco Econômico.

Coincidência que o escândalo do banco PanAmericano, e as sequelas sobre a auditoria, viesse à tona pouco depois de Gillermo Braunbeck defender sua tese "Determinantes da Qualidade das Auditorias Independentes no Brasil".

"O que o auditor busca é dar uma segurança razoável, o que não inclui a situação de fraude", disse Braunbeck, ressalvando que seu modelo não se presta a casos específicos.

No entanto, não vale usar como desculpa o fato de o trabalho de auditoria ser baseado em testes. "Esse é o argumento menos válido", disse o especialista. "Você trabalha estatisticamente, mas com racionalidade. Cerca de 30% dos eventos explicam 80% dos fenômenos, sempre tem concentração", afirmou.

"A contabilidade olha para o futuro - apesar de todo mundo achar que olha para o passado -, tentando ajudar a prever fluxo de caixa futuro", disse. "Assim como o contador exerce julgamento para fazer o lançamento contábil, o auditor exerce julgamento para saber se aquilo que foi registrado está lançando o olhar para o futuro da melhor forma possível."

Os 11 anos do estudo - 1998 a 2008 - pegam uma fase turbulenta do trabalho de auditoria, no Brasil e no exterior. Em 1995, os bancos Econômico e Nacional seriam os primeiros "escândalos" de uma leva de "vítimas da estabilização". A reação oficial foi o rodízio obrigatório das firmas de auditoria para os bancos, um baque para a autonomia comercial e regulatória do setor. Quatro anos depois a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) adotou a medida para todas as companhias abertas.

Para construir sua tese, Braunbeck partiu da teoria recente sobre o assunto, na maior parte estrangeira e com destaque para a do espanhol Benito Arruñada, para quem o auditor tende a ser mais independente quando o custo de informar uma falha detectada - por exemplo, a perda do cliente - é inferior ao custo de não informá-la - como um escândalo de grandes proporções.

Braunbeck pretende atualizar e refinar o estudo com as informações que só estão disponíveis recentemente, como o valor dos honorários pagos aos auditores. "É um indicador importante, porque maior qualidade requer dinheiro", diz. "Auditor não é entidade filantrópica."

Economista de formação, Braunbeck trabalhou na Arthur Andersen na área de auditoria. Saiu antes da crise que destruiu a firma, envolvida no escândalo da americana Enron, chamado pela Votorantim Celulose e Papel (VCP) para ser auditor interno. Mais uma vez, escapou da crise dos derivativos em 2008, que colocou o banco do grupo em dificuldades, ao trocar o cargo pela vida acadêmica. Aceitou o convite de seu ex-colega da Andersen Taiki Hirashima para ser sócio da Hirashima Associados, mas em 2009 passou a se dedicar integralmente aos estudos. (NN)

 

Fonte: Valor Econômico

CFC

 

Contadores prestarão exame de suficiência a partir de março

Notícias

 

CorreioWeb

11/01/2011 11:51

Inscrições para a realização da prova terão início em 10 de janeiro e vão até o dia 1º de fevereiro. Para a categoria, exame valoriza a profissão


A partir de março deste ano, bacharéis em Ciências Contábeis ou Técnico em Contabilidade prestarão o Exame de Suficiência instituído pela Lei nº 12.249/2010. A categoria considera a implantação do exame positiva para os contadores, já que visa a valorização da atividade profissional. Atualmente há 15.512 contadores no Distrito Federal e 464.769 em todo o Brasil. Em todo o país, há cerca de 70 mil empresas contábeis.

Para o contador e professor do curso de Ciências Contábeis da Universidade de Brasília (UnB) José França, uma classe não se valoriza em função de uma prova, mas o Exame de Suficiência fará com que o egresso concorra com os melhores profissionais no mercado de trabalho. "Com o exame, as escolas que formam profissionais terão a oportunidade de se preocupar com a elaboração de um currículo mais adequado para os alunos. O Exame de Suficiência sinalizará para as escolas se o ensino atual é eficiente e capaz de formar profissionais competentes", afirma.

 

França acrescenta que os efeitos do exame aparecerão apenas a médio ou a longo prazo e explica que a medida enriquecerá o mercado com profissionais mais qualificados. "A outra tentativa de firmar o exame foi frustrada e atrasou um passo importante para os contadores", comenta. O professor se refere à primeira fase do Exame de Suficiência, que teve início em 1999 e foi suspenso em 2003 devido a uma ação judicial.

 

Sobre esta primeira fase, o presidente do Conselho Regional de Contabilistas do Distrito Federal Adriano Marrocos comenta que a experiência provou a eficiência do exame. Segundo ele, o nível de aprovação ficou em 55% em todo o Brasil na primeira fase em que o exame foi aplicado.

 

Ele explica que a formação profissional promovida pelas instituições de ensino superior e técnico não prepara os contadores para as demandas do mercado de trabalho. "O Exame de Suficiência é uma conquista, pois confirma o aprendizado dos recém-formados em contabilidade. Além disso, o exame avalia questões técnicas e éticas", diz. Segundo ele, muitos contadores chegam ao mercado despreparados.

 

Para Sandra Maria Batista, diretora do Sindicato dos Contabilistas do Distrito Federal (Sindiconta-DF) e empresária contábil, o Exame de Suficiência representa um ganho para a classe contábil, para o mercado e para toda a sociedade. "A avaliação representa um crivo entre o certificado de bacharelado e a obtenção da carteira de registro profissional no Conselho de Contabilidade para o exercício da profissão de contador", destaca.

Ela afirma que o exame também provocará de imediato uma preocupação das instituições de ensino superior. "A médio prazo, será sentida uma melhoria na qualidade do ensino na formação dos profissionais. A divulgação dos resultados será um indicador de excelência para as instituições de ensino que disputarão a melhor colocação nas aprovações dos formandos e futuros contadores", explica.

 

A empresária explica que o mercado contábil enfrenta um período de mudanças devido aos ajustes das normas brasileiras às normas internacionais e acrescenta que sobram vagas para os profissionais da área. "Certamente o exame de suficiência vem para valorizar a profissão e melhorar a qualidade de ensino", opina.

 

As inscrições para o Exame de Suficiência devem ser feitas no período de 10 de janeiro a 11 de fevereiro de 2011 no site da Fundação Brasileira de Contabilidade e nos sites dos Conselhos Regionais de Contabilidade de cada estado. Poderão se inscrever no exame os candidatos que tenham concluído o curso de Bacharelado em Ciências Contábeis ou de Técnico em Contabilidade. A taxa de inscrição é de R$ 100 e a prova será realizada no dia 27 de março em todo o Brasil.

 

Para mais informações, confira o edital no site do Conselho Regional de Contabilidade do Distrito Federal.

 

Fonte: CFC

 

Dia Nacional do Empresário Contábil - 12 de janeiro

Notícias

A Classe Contábil brasileira possui mais uma importante data a comemorar. Neste dia 12 de janeiro de 2011, pela primeira vez, está sendo comemorado o Dia Nacional do Empresário Contábil, criado por projeto de lei de iniciativa do deputado federal Arnaldo Faria de Sá, um dos grandes defensores da Classe no Congresso Nacional.

Trata-se de uma justa homenagem àqueles que têm a responsabilidade maior de prover com informações confiáveis a sociedade, os empresários e os governantes. No Brasil, cada vez mais, busca-se a ampla transparência das informações, o crescimento dos negócios baseado na responsabilidade social das empresas, a administração dos recursos públicos com critérios de economicidade e probidade. Em tudo isso - e muito mais! - o Empresário Contábil tem a sua parcela de contribuição.

Por isso, o Conselho Federal de Contabilidade parabeniza a todos os empresários contábeis brasileiros, que hoje representam as mais de 76 mil Organizações Contábeis registradas no Sistema CFC/CRCs.

Contador Juarez Domingues Carneiro
Presidente

Fonte: CFC

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quando vale a pena parcelar o IPVA e o IPTU?

Quando vale a pena parcelar o IPVA e o IPTU?

 

 

 

Isso mesmo: planejar-se durante um ano inteiro é melhor que apertar o cinto no início do ano.

 

Camila F. de Mendonça

 

Pagar os impostos à vista para garantir os descontos é sempre uma boa opção para quem quer economizar. Mas, para quem não fez o planejamento financeiro adequado,´dá para parcelar os débitos e quitá-los ao longo do ano. Contudo, esse parcelamento pode pesar durante meses no bolso de quem não costuma se planejar e uma pergunta pode surgir: até que ponto vale a pena parcelar impostos como o IPTU e o IPVA?

Os proprietários de veículos licenciados em São Paulo têm desconto de 3% para o pagamento à vista do imposto ou a opção de pagar em até três vezes o débito. Já quem escolher pagar o IPTU em cota única terá desconto de 6% ou tem a opção de parcelar em 10 vezes iguais. Dependendo do valor do débito, ficar três ou dez meses pagando pode não ser uma opção financeiramente saudável. “Quem pagar parcelado precisa ajustar o orçamento à parcela”, acredita o professor de Finanças do Insper, Ricardo Rocha.

 

Para ele, muitos contribuintes acabam não percebendo o peso que o parcelamento, no caso do IPTU, que é mais longo, pode ter no orçamento. E não atentam a isso quando buscam um bem para comprar. No caso dos imóveis, o imposto pode até comprometer a renda dos mais desatentos. “Como os imóveis, principalmente em São Paulo, estão se valorizando, daqui a pouco a despesa com o IPTU vai ser muito próxima a do aluguel”, afirma.

 

O mesmo ocorre com o carro, na avaliação do professor. “Nem sempre a pessoa compra um veículo compatível com a renda e estilo de vida. Ou ele tem um carro com padrão inferior ao que poderia ter ou, o que é pior, um com padrão superior ao que pode”.


E quando vale a pena?


O parcelamento dos impostos vale a pena quando o orçamento não dá conta de pagar à vista. “Se você tem caixa, o pagamento à vista sempre vale a pena”, ressalta o sócio-diretor da Divisão de Auditoria da Crowe Hortwath RCS, Alfredo Ferreira Marques Filho. Somente para quem não tem reservas ou não fez um planejamento é que o parcelamento vale a pena.

Mas até mesmo na hora de optar pelas prestações é preciso planejamento. “O ideal é que o contribuinte só comprometa um terço do orçamento com financiamentos, incluindo o parcelamento dos impostos”, afirma Marques.

 

Se, no fim, o que vale mesmo é pagar à vista, então, talvez um empréstimo possa resolver o problema. Na avaliação dos especialistas consultados, essa opção não deve passar pela cabeça dos contribuintes. “Nenhuma taxa hoje vai lhe custar menos que 2% ou 2,5%, mesmo o crédito consignado”, afirma Marques. “As pessoas devem evitar usar crédito para pagar imposto”, completa Rocha.


Sem dinheiro em caixa e sem a possibilidade de contratar crédito, o que resta é mesmo parcelar o valor dos impostos, mas com planejamento, sem estourar o orçamento.


Precavendo-se

Para não acabar cometendo algum erro nas finanças pessoais, os especialistas recomendam aos contribuintes já irem se planejando para o pagamento dos impostos de 2012. Isso mesmo: planejar-se durante um ano inteiro é melhor que apertar o cinto no início do ano.


“Para quem não tem disciplina de investir, sugiro que criem caixinhas, a do IPVA e a do IPTU, para ir depositando todo o mês determinada quantia para quitar os impostos à vista”, sugere Rocha. Assim, em 2012, você garante o desconto e uma sobra de recursos, que devem ser guardados para o próximo ano.


O professor ainda ressalta que os contribuintes devem ficar de olho nos benefícios que podem garantir mais descontos no imposto. Em todo o estado de São Paulo, por exemplo, quem pedir nota fiscal ao realizar compras pode garantir desconto no IPVA. Para tanto, é necessário que o proprietário indique o veículo que deve receber o desconto no sistema da Nota Fiscal Paulista. Neste ano, 314 mil paulistas garantiram uma economia de R$ 57,097 milhões.


Já para quem é da capital paulista é possível garantir desconto no IPTU com a Nota Fiscal Eletrônica – emitida por prestadores de serviços, como colégios, escolas de idiomas, academias de ginástica, cabeleireiros, hotéis, estacionamentos, lavanderias, entre outros. Assim como no IPVA, os contribuintes devem fazer a indicação do imóvel que será beneficiado com o abatimento. Neste ano, 40 mil imóveis receberão o desconto.

 

 

 

Fonte:

 

InfoMoney

 

ICBrasil