Palavras do Mestre dos Mestres

Palavras de despedida do Professor Antonio Lopes de Sá no X Prolatino, realizado em novembro de 2009.

“Eu não sei quanto tempo de vida me resta. Quem me criou também determinará, naturalmente, a hora em que serei convocado para outras missões. Posso ver, nesse poente da vida, muitas coisas. Eu dediquei feriados, dias santos, horas que roubei da família para dedicar a vocês. A minha última palavra é: “Enquanto um sopro de vida me restar, ele será de vocês”. Não sou candidato a nada. Não é discurso político, mas quero estar no coração de vocês”.

segunda-feira, 14 de março de 2011

TI, engenharia e finanças devem contratar em 2011; veja outras áreas que estarão aquecidas

Notícias

 

UOL Empregos

Viviane Macedo

Em São Paulo


Desde os anúncios da descoberta das reservas na camada pré-sal e da escolha do Brasil para a Copa 2014 e da Olimpíada de 2016, os especialistas apontam crescimento de vagas nas áreas de infraestrutura. Segundo consultores ouvidos pelo UOL Empregos, o aquecimento influencia o mercado de trabalho já em 2011. 
 
"Estamos vivendo um momento único e otimista", afirma o economista William Monteath, que é diretor da Robert Half, consultoria de recrutamento especializado. Segundo ele, há profissões que serão bastante procuradas neste ano.

 
As áreas mais quentes estão relacionadas à infraestrutura, engenharia, finanças, petróleo e gás. E, na avaliação de Ricardo Guedes, diretor da Michael Page, haverá necessidade de profissionais de todos os níveis. "As oportunidades são para desde geólogos até operadores de máquinas. Há espaço em todas as posições da cadeia", afirma.

 
Se você pensa em arrumar um emprego - ou mudar de área - deve ficar atento a esses setores aquecidos e buscar especialização. "O mercado tem ofertas de cursos de formação técnica, que propiciam o ingresso à área, e cursos de capacitação, que atendem desde soldadores até profissionais que trabalham embarcados em plataformas", diz Guedes.

 
Veja as áreas que estarão em alta durante este ano, apontadas por William Monteah, da Robert Half, e os diretores da Michael Page, Ricardo Guedes e Daniel Cunha.


ÁREA: Finanças

POR QUE ESTÁ AQUECIDA: Grande demanda vinda de empresas em abertura de capital. Elas precisam se estruturar e ter uma governança corporativa - que é se adaptar a padrões internacionais de contabilidade e com transparência nos processos.


PARA QUAIS PROFISSIONAIS: Demanda aquecida para contadores com conhecimentos em padrões internacionais de contabilidade, profissionais com domínio da área de impostos e especialistas em RI (relações com investidores).


ÁREA:
Engenharia

POR QUE ESTÁ AQUECIDA: Em função dos investimentos voltados à infraestrutura, motivados por grandes eventos como Copa do Mundo e Olimpíada

PARA QUAIS PROFISSIONAIS: Engenheiro com especialização em petróleo, engenheiro civil, arquiteto. Profissionais que vão trabalhar na reconstrução de portos, ampliação de rodovias, metrô, construção de estádios e ginásios.


ÁREA:
Petróleo e gás

POR QUE ESTÁ AQUECIDA: Com as descobertas do pré-sal, a área passou a receber mais investimento. A crise na Líbia também contribuiu para o aquecimento. Será uma das áreas com o maior número de posições e profissionais requisitados em 2011.

PARA QUAIS PROFISSIONAIS: De geólogos a operadores de máquinas. Tem espaço para profissionais de todos os níveis e funções.


ÁREA:
Direito

POR QUE ESTÁ AQUECIDA: A movimentação por fusões e aquisições, IPOs e/ou mudanças na estrutura societária criam volume para essa área. A figura do especialista em direito societário está totalmente ligada ao momento vivido pelo país.

PARA QUAIS PROFISSIONAIS: Advogados especializados em direito societário.


ÁREA:
Indústria automotiva e autopeças

POR QUE ESTÁ AQUECIDA: A entrada de novas montadoras e indústrias pesadas movimenta a indústria automotiva. Por consequência, toda a cadeia de autopeças também fica aquecida.

PARA QUAIS PROFISSIONAIS: A área pede um perfil de pessoas com mobilidade - muitos entram e acabam alçando posições fora do Brasil - geralmente são profissionais com visão de negócios diferenciada, boa formação. Há chances para todos os níveis hierárquicos.


ÁREA:
TI

POR QUE ESTÁ AQUECIDA: A área se mantém aquecida devido à entrada de diversas companhias no país e muita empresa abrindo novos escritórios, operações em outros Estados.

PARA QUAIS PROFISSIONAIS: A área busca técnicos, com domínio de línguas (porque muitos sistemas são em inglês). Além disso, há muita demanda por profissionais de Telecom, implantação de sistemas, infraestrutura. Especialistas em montar a rede da empresa, internet, servidores, telefonia.

 

Fonte: UOL Empregos

CFC

 

 

sexta-feira, 11 de março de 2011

10º Enecon: inscrições abertas

Notícias

Comunicação CFC

Estão abertas as inscrições para o 10º Encontro Nordestino de Contabilidade (Enecon), que será realizado de 16 a 18 de junho de 2011, em Salvador (BA). O tema do evento é  "As perspectivas da Contabilidade Internacional e Digital no Brasil".


Informações e inscrições no site do Encontro: www.enecon-ba.org.br.

 

Fonte: CFC 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dia Nacional do Empresário Contábil

Notícias

Dia Nacional do Empresário Contábil

Comunicação CFC

LEI Nº 12.387, DE 3 DE MARÇO DE 2011.

Institui o Dia Nacional do Empresário Contábil.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º  Fica instituído o Dia Nacional do Empresário Contábil, a ser celebrado no dia 12 de janeiro de cada ano.
Art. 2º  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília,  3  de  março  de 2011; 190º da Independência e 123º da República.  


DILMA ROUSSEFF
GuidoMantega
Carlos Lupi

Fonte: CFC

 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Profissão de Controller exige novos atributos

Notícias

 

Assessoria de Comunicação Fipecafi

As exigências para evoluir na profissão de Controller passam por algumas reformulações em função do aumento da complexidade organizacional das empresas. É necessário que o profissional de hoje domine novos requisitos, mas que não pertencem especificamente ao campo de sua formação técnica. Dessa forma, segue abaixo levantamento feito sobre os principais requisitos do profissional de Controladoria e que estão sendo atualmente demandados pelas empresas. O levantamento conta também com dados sobre o mercado para Controllers, além de informações sobre o MBA Controller da FIPECAFI.

Exigências da Profissão - Há cerca de 10 anos esperava-se que o profissional de Controladoria mantivesse como prioridade o foco no controle do plano de operações da empresa, emissão de relatórios, além de reportar e interpretar os resultados das operações dos diversos níveis gerenciais. Entretanto, o Controller de hoje precisa - além desses atributos - obter necessariamente conhecimentos de "capital humano", como ter a capacidade de gerenciar pessoas, dominar a comunicação, línguas estrangeiras e ter espírito de liderança. "Um dos atributos mais valorizados pelo profissional de controladoria é saber influenciar pessoas e ter aptidão para vender bem seus projetos", afirma Rubens Lopes da Silva, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). É importante que o Controller conheça a companhia de maneira homogênea, tenha conhecimento das operações que são realizadas e como o custo dessas operações irão impactar na contabilidade. Dessa forma, as empresas valorizam o Controller que saiba manter relacionamento com os diversos departamentos. "É essencial que o Controller seja conhecido pelos diversos setores da companhia, de modo que os processos sejam assegurados dentro do prazo", frisa Rubens Lopes da Silva.

Profissão demandada - Segundo Henrique Bessa, Gerente da Divisão de Finanças da consultoria Michael Page Brasil, com o crescimento econômico brasileiro em 2010 e a vinda de grupos estrangeiros interessados no mercado nacional, a demanda por Controllers cresceu em relação ao ano de 2009. "A demanda de controllers em 2010 foi 10% superior a do ano anterior", afirma. Em relação a salários, Henrique Bessa, diz que "a faixa de remuneração subiu de 15% a 20% em 2010 em relação ao ano anterior". Segundo o consultor, o Controller continuará demandado em 2011. "A tendência é que, assim como em 2010, em 2011 a demanda por esse profissional continue alta", disse.

Abaixo, segue pesquisa internacional elaborada pela consultoria Robert Half sobre o salário em 2011 para Controllers no mercado brasileiro:


Tamanho da Companhia


6 a 9 anos de experiência
(salário anual)


10 a 15 anos de experiência
(salário anual)


Pequenas e Médias
Companhias:


R$: 107.000,00 a R$:160.000,00


R$: 107.000,00 a R$:173.000,00


Grandes Companhias:


R$: 187.000,00 a R$:280.000,00


R$: 253.000,00 a R$:360.000,00


Dados: Robert Half

Patrícia Gibin, diretora da empresa de recursos humanos FESA para o mercado financeiro, também declara que o Controller continua demandado. Entretanto, ela frisa ser importante que o Controller saiba que ele tem mais opções de carreira do que somente cargos em grupos multinacionais estrangeiros. O Controller pode experimentar cargos em grupos multinacionais brasileiros, trabalhar em gestão de fundos de Private Equity ou até mesmo no processo de estruturação e profissionalização de uma empresa, seja pequena, média ou de grande porte.

MBA Controller da FIPECAFI - A FIPECAFI mantém parceria de colaboração técnico-científica com a ANEFAC no oferecimento de seu MBA Controller. A parceria foi firmada com a intenção de formar novos profissionais de Controladoria, por meio do conhecimento e da experiência de renomados Professores da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), além de promover a troca de experiência entre alunos, profissionais do mercado e Professores. "Após ter ingressado no MBA Controller da FIPECAFI consegui fazer dois movimentos positivos de carreira. Fui contratada como Controller em uma empresa multinacional e, após 2 anos, ser Diretora Financeira. Estou muito feliz com a escolha que fiz, pois ter um curso de MBA da FIPECAFI no currículo denota que sou uma profissional que zela pela qualidade do conhecimento que adquiri e o mercado responde positivamente a isso", celebra a ex-aluna do MBA Controller da FIPECAFI Eliza Fiqueiredo, que atualmente é Diretora Financeira da Zeebo Brasil.
 
Sobre a FIPECAFI:

A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) foi fundada em 1974 por professores do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) e atua desde então como órgão de apoio institucional ao Departamento. Dentre seus principais objetivos estão: a missão de desenvolver e promover a divulgação de conhecimentos da área contábil, financeira e atuarial, organizar cursos, seminários, simpósios e conferências, prestar serviços de assessoria e consultoria e realizar pesquisas, atendendo entidades dos setores público e privado.

A FIPECAFI oferece 13 programas de pós-graduação. Entre os MBAs, na área de Controladoria, Finanças e Auditoria, estão: Controller em parceria com a ANEFAC (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Controles Internos - Compliance, Auditoria Interna para Instituições Financeiras, Gestão Financeira e Risco, Gestão Atuarial e Financeira e Advisor em Finanças Pessoais e o novo MBA em IFRS (Normas Internacionais de Contabilidade).

A Fundação oferece ainda os MBAs: Relações com Investidores em parceria com o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), Gestão Tributária, Supply Chain e Logística Integrada, Governança Corporativa em parceria com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e Mercado de Capitais em parceria com a APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais).
 
Para profissionais em início de carreira ou que estejam buscando uma nova área de especialização a FIPECAFI oferece o CEFIN (Curso de Especialização em Contabilidade, Controladoria e Finanças). Com duração de um ano, o curso oferece formação teórica e prática em 360 horas-aula que incluem disciplinas presenciais e eLearning. A Fundação também oferece o curso de Especialização em Administração Pública, com enfoque teórico e prático da administração, contabilidade e da controladoria na gestão pública.

Além dos cursos de pós-graduação, a Fundação disponibiliza por meio do Programa de Educação Executiva cursos de curta duração com foco específico dentro das áreas de negócios, direcionados a executivos, empreendedores, consultores, pesquisadores e estudantes de Finanças, Contabilidade, Economia, Administração, Auditoria, Controladoria e Atuária. Os cursos têm conteúdo sofisticado e vistas à tomada de decisões. A partir de julho de 2010, a Fundação deu inicio ao programa Financial Games, que tem como objetivo proporcionar ao aluno a tomada de decisões bancárias por meio de simulações realistas.
 
A Fundação também realiza seminários, cursos de extensão, presenciais e blended in company. Disponibiliza cursos de curta duração eLearning com garantia e segurança da certificação digital.

Fonte: CFC

 

Nove países disputam Desafio Sebrae Internacional

Notícias

Decisão do jogo acontece de 27 a 30 de março, no Rio, com participação de estudantes brasileiros e do exterior

Bianca Brasil

Brasília - Universitários da Argentina, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Panamá, além do Brasil, participam, de 27 a 30 de março, da final internacional do Desafio Sebrae no Rio de Janeiro. A disputa será realizada com as equipes vencedoras do jogo em seus respectivos países. Cada grupo reúne de três a cinco pessoas.

Para este ano, o tema do jogo é “Instrumentos Musicais de Percussão”. Os participantes precisam estimular sua capacidade empreendedora e simular o gerenciamento de um pequeno negócio relacionado ao tema. Eles têm de identificar as oportunidades de mercado, as fragilidades da empresa, saber trabalhar estoque, logística, preço e outros pontos. Ganha o jogo a equipe que apresentar os melhores resultados.

Segundo Lídia Henrique, da equipe técnica do projeto no Sebrae, o perfil dos jovens estrangeiros em relação à tomada de decisões se assemelha ao dos brasileiros. “Eles têm a mesma garra, o mesmo direcionamento”, diz. Ela conta que a aceitação do projeto fora do Brasil é a melhor possível. O Desafio Sebrae Internacional está em sua décima edição. Lídia ressalta que o jogo permite que os universitários tenham visão de que eles próprios podem produzir conhecimento, inovação e gerar negócios. “O projeto desperta o empreendedorismo e ajuda estes jovens a terem um norte na vida profissional”, destaca.

Premiação

Todos os participantes estrangeiros, ao vencerem em seus países de origem, receberam como prêmio uma viagem ao Rio de Janeiro, onde participam da final e realizam visitas relacionadas ao tema empreendedorismo. A premiação da equipe brasileira é uma viagem à Espanha. Os vencedores do Desafio Sebrae Internacional ganham troféu e certificado.

Serviço
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7851/ 3243-7852/ 8118-9821/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
twitter.com/sebrae
facebook.com/sebrae

Fonte: Agência Sebrae

 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aquisições mediadas

Notícias

 

Valor Econômico

Órgão independente do mercado avaliará equidade de operações societárias para evitar conflitos. Adesão das empresas às regras de governança será voluntária.

Fernando Torres e Silvia Fregoni | De São Paulo 

As operações de fusões, aquisições e incorporações de empresas, que muitas vezes são recheadas de polêmicas e disputas envolvendo controladores e acionistas minoritários, poderão em breve a ser mediadas previamente por um órgão independente, em modelo inspirado no Takeover Panel inglês. Quem seguir o código de conduta desse órgão estará adotando práticas de governança mais avançadas que aquelas previstas no Novo Mercado da BM&FBovespa em relação a esses temas.

O texto preliminar de criação do órgão que avaliará as operações, batizado de Comitê de Aquisições e Fusões (CAF), e seu código de conduta ficou pronto neste início de ano, depois de quase um ano de trabalho das cinco entidades do mercado que lideram o processo.

Uma das regras do CAF, que terá adesão voluntária das empresas, é a obrigatoriedade de oferta de aquisição de controle quando um investidor alcançar uma fatia de 30% do capital de uma companhia sem controlador. Essa proposta foi derrotada no processo de revisão das regras do Novo Mercado, realizado no ano passado.

"O comitê será uma espécie de novo selo de governança, pois definirá um padrão de conduta às empresas e garantirá operações mais equitativas", avalia Edison Garcia, superintendente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), que participa das discussões ao lado do presidente da entidade, Walter Mendes.

Outro avanço em relação à regulamentação vigente é a obrigatoriedade de o conselho de administração se manifestar caso a companhia seja objeto de uma oferta de aquisição hostil - não negociada com a administração da empresa. A CVM tentou incluir essa exigência na recente revisão da Instrução nº 361, que trata de ofertas, mas agentes de mercado questionaram o poder legal da autarquia para regular essa matéria, e a medida não constou do texto final.

Ainda nesse tipo de operação, o conselho não poderá deliberar sozinho sobre medidas que dificultem a aquisição hostil, cabendo aos acionistas essa decisão.

O texto preliminar de criação do CAF, com aproximadamente 150 páginas, será levado agora para discussão dos associados das entidades de mercado. A expectativa é que o órgão seja instituído no segundo semestre.

Diferentemente do comitê inglês, que foi criado pelo mercado, mas hoje tem poder legal, o CAF estará baseado quase que totalmente na autorregulação, com adesão voluntária. O único peso de regulação que se espera, mas que ainda precisa ser negociado, é a presunção por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de que as operações aprovadas pelo CAF são equitativas.

Nelson Eizirik foi o jurista contratado pela BM&FBovespa para estudar o assunto e colocar no papel as conclusões do grupo de trabalho que envolveu, além da própria bolsa e da Amec, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

"É fundamental que as decisões do comitê sobre as operações sejam aprovadas o mais rapidamente possível, em 1 dia, 10 dias, até um prazo máximo de 30 dias", afirma Eizirik.

Segundo ele, o código é dividido em duas partes, sendo que a primeira trata das operações de reestruturação societária e a segunda, da organização do CAF.

Uma característica fundamental do documento é que ele se baseia em princípios. "Se uma regra criar custos desnecessários ou retardar a operação sem motivo, pode ser aplicado o princípio e não a regra", afirma Eizirik, se referindo aos conceitos de equidade e de justiça buscados, e destacando que o órgão não vai julgar os preços.

Em mais um avanço em relação à legislação, as empresas que aderirem ao código do CAF só poderão se envolver em operações de fusão, aquisição e incorporação se houver tratamento equitativo para ações da mesma classe. Mesmo que a lei garanta ao minoritário 80% do valor pago por ação ordinária do sócio majoritário em caso de venda do controle, não existe nenhuma proteção nesse sentido para o preferencialista. Diante disso, não é raro que hoje as ações preferenciais dos controladores sejam vendidas com prêmio sem que os minoritários tenham direito ao mesmo tratamento.

O CAF também será um complemento para as regras previstas no Parecer de Orientação nº 35 da CVM, que trata de incorporação de empresas controladas. O texto da autarquia sugere que, na condição de parte relacionada, o controlador não vote nessas deliberações ou que crie comitês independentes para ajudar na negociação da relação de troca.

No caso das empresas que seguirem o código do CAF, o controlador será proibido de votar operações desse tipo ou o minoritário poderá exigir a contratação de um novo laudo de avaliação. Além disso, Eizirik diz que o CAF poderia até substituir o comitê independente citado no documento da CVM - que garantiria a lisura da transação -, se a autarquia concordar com isso. "Não seria preciso criar um comitê em cada operação", afirma.

Em todas as transações das companhias signatárias, o responsável pela elaboração de laudo de avaliação terá de ser efetivamente independente. "Eles não podem ter interesse no negócio, como receber taxa por êxito da transação", diz Eizirik. As premissas para essas avaliações, como projeções de crescimento do negócio, do mercado e taxas de desconto, terão que ser justificadas, claras e evidentes, para que os investidores possam fazer seus próprios cálculos.

Dessa forma, entende-se que serão evitados questionamentos sobre a orientação dos laudos, que muitas vezes parecem ser feitos ao gosto da empresa contratante, com premissas que nem sempre possuem justificativa convincente. "A ideia do órgão é buscar mecanismos técnicos e jurídicos para mitigar conflitos em operações societárias", diz Garcia, da Amec.

Comitê terá duas formas de adesão  

A estrutura desenhada para o Comitê de Aquisições e Fusões (CAF) prevê a atuação do órgão de duas formas. No primeiro caso, as empresas poderão se associar de forma perene ao comitê, incluindo no seu estatuto social o compromisso de seguir as regras do seu código em todas as reorganizações societárias de que participarem, seja na condição de adquirente ou de adquirida. Assim, o CAF só entraria em ação caso algum minoritário ou outro agente de mercado questionasse algum ponto da transação, já depois de anunciada.

A segunda forma seria pontual, com uma empresa não signatária do código pedindo a avaliação do CAF sobre as características de determinada operação.

Está prevista também a possibilidade de consultas pontuais em caráter de sigilo sobre interpretações em relação ao código, antes de uma aquisição, fusão ou incorporação a ser anunciada.

Pelo que foi pensado até agora, o modelo duplo de adesão valerá também para o financiamento do CAF. A associada permanente deve contribuir com uma quantia fixa ao comitê, ao passo que a empresa que consultá-lo de forma eventual pagará apenas pelo serviço específico.

No plano atual, o CAF terá nove membros, sendo cinco indicados pelas associações que participam do grupo de trabalho para sua criação e outros quatro com "notório saber" na área societária. Essas nove pessoas não devem ser remuneradas pela função.

A ideia é que haja, no entanto, uma equipe técnica que dê suporte ao trabalho do CAF e essa sim teria direito a pagamento.

Segundo Gilberto Mifano, que participa das discussões como presidente do conselho do IBGC, devem ser criadas bancas menores entre os nove membros para julgar cada um dos casos. Na visão dele, o processo de audiência restrita sobre o texto final deve levar mais dois meses, sendo que o passo seguinte será levar o documento à CVM, que tem acompanhado as discussões "lateralmente" por enquanto.

Mas não custa lembrar que foi a própria Maria Helena Santana, presidente da autarquia, que sugeriu aos agentes de mercado, em meados de 2009, a criação de um Takeover Panel brasileiro.

Mesmo depois que o código estiver pronto e aprovado, não é possível antecipar quando ele de fato começará a produzir efeitos. "Quando a gente lançou o Novo Mercado em 2000, não aconteceu nada por um bom tempo. A gente fica esperando alguém abraçar a ideia", disse Mifano. (FT)

Fonte: CFC

 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Simpósio discute rumos da Teoria da Contabilidade

 

Notícias

Será realizado nos dias 8 e 9 de abril de 2011, no auditório da Universidade Veiga de Almeida – Campus Tijuca, o I SET Cont (Simpósio Estadual de Teoria da Contabilidade) do Rio de Janeiro. O evento, promovido pelo CRCRJ (Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro), será uma reedição do I SBT Cont (Simpósio Brasileiro de Teoria da Contabilidade), realizado no Paraná, em 2010. 

Os participantes assistirão às palestras dos grandes nomes da Contabilidade brasileira que se apresentaram no evento paranaense, como os professores Sérgio de Iudícibus, Eliseu Martins, Alexsandro Broedel Lopes, José Francisco Ribeiro Filho, Natan Szuster e outros. Os participantes receberão um exemplar do livro Teoria da Contabilidade, da Editora Atlas. As inscrições podem ser feitas no site do CRCRJ: www.crc.org.br.

Fonte: CRC-SP